Mais um passo dado: a NASA anunciou na última quinta-feira (3) que todas as câmeras do Telescópio Espacial James Webb foram ativadas. Seu sistema também está agora operando e já foi capaz de captar alguns fótons de luz. A informação foi dada pelo perfil oficial do telescópio no Twitter.

Agora que as câmeras de infravermelho próximo (NIRCam, sigla em inglês) já estão operando, deve ser iniciado o processo de resfriamento do telescópio. Quando ele atingir a temperatura de 153ºC negativos, será feito o alinhamento de seus 18 espelhos.

Esse último passo deve começar no final de semana, e só será concluído daqui a três meses. Ou seja, ainda teremos que esperar um tempinho até que as primeiras imagens relevantes feitas pelo James Webb sejam reveladas.

Isso não significa que o telescópio ainda não está tirando fotos. A única coisa é que as imagens obtidas por enquanto não cumprem o objetivo da missão. Elas ainda estão saindo desfocadas e servem apenas para guiar o alinhamento dos espelhos. A cobaia utilizada, inclusive, tem sido uma estrela da constelação Ursa Maior, como quem lê o Gizmodo viu por aqui.

A equipe está confiante quanto ao andamento do processo. De acordo com a NASA, todos os passos envolvidos na montagem do James Webb no espaço foram simulados diversas vezes em Terra. Agora, o procedimento parece estar saindo como planejado.

Principal objetivo

O James Webb começou a ser desenvolvido em 1996, e está sendo empregado como um substituto do telescópio Hubble, lançado em 1990.

Os dois foram criados com o mesmo objetivo: ver o espaço profundo, que nada mais é do que objetos astronômicos muito distantes da Terra. Porém, as imagens registradas por eles são um pouco diferentes.

Enquanto o Hubble capta a luz ultravioleta e elementos visuais do espectro eletromagnético, o James Webb é capaz de enxergar o cosmos no espectro infravermelho.

Para entender a situação, é só pensar nas imagens de nebulosas obtidas pelo Hubble até hoje.  Em resumo, o James Webb é capaz de ir além das nuvens de poeira e gás, captando o nascimento de estrelas que ocorrem lá no meio, por exemplo.

Com o novo telescópio, os cientistas esperam obter informações sobre a origem do Universo, olhando apenas para 100 milhões de anos depois do Big Bang.