A Casio VL-80 era vendida apenas nos shows da banda e vinha com o nome da banda na frente e na traseira, além da palavra Taschenrechner, ou calculadora de bolso, em alemão – nome de uma das músicas do LP, a clássica “I’m the operator with my pocket calculator”.

Completando o pacote, um folheto cheio de números acompanhava o gadget: eram os dígitos para tocar 11 canções da banda. Era só sacar a calculadora e começar os trabalhos. Ela tinha controle de velocidade das teclas, mas nenhuma capacidade rítmica, ou seja, era como fazer um toque de celular bem quadradão mesmo. Para ouvir uma demonstração das habilidades da VL-80, clique aqui.

E isso prova que nos tempos em que os gadgets precisavam fazer um esforço absurdo para soarem bacanas e divertidos, o que interessava mesmo era a capacidade de fazer algo criativo de verdade. Hoje em dia, fazer esse tipo de música não é tão complexo assim: o camarada Rafael Capanema, da Folha Tec, já ensinou a tocar “Se Ela Dança Eu Danço” no telefone, por exemplo. [Dangerous Minds; valeu Pablo e Rubens!]