Tecnologia

Lei Antitruste pode deixar iPhones “hackeáveis”, diz Apple; saiba o que é

Empresa é acusada de violar Lei Antitruste dos Estados Unidos e enfrenta processo movido pelo Departamento de Justiça local e mais 16 estados. Saiba mais desta lei
Imagem: Unsplash/Reprodução

A Apple atravessa uma acusação de monopólio, protocolado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos e mais 16 estados norte-americanos. A denúncia principal é que a empresa da maçã viola a Lei Antitruste do país. Veja abaixo o que significa essa regra.

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A violação da lei impede empresas terceiras  de implementarem serviços em seus produtos. E, intencionalmente, tornar seus consumidores dependentes de seu ecossistema. O que os deixa menos propensos a migrarem para organizações concorrentes. 

Por este motivo, a justiça pede que a companhia encerre imediatamente algumas práticas consideradas anticompetitivas. Entre elas o bloqueio de aplicativos de streaming na nuvem e a proibição da utilização de sistemas de pagamento alternativos à App Store, por exemplo.

Em comunicado, a Apple considerou que, caso deixe suas práticas atuais e siga a Lei Antitruste como a acusação deseja, suas plataformas serão menos seguras para seus usuários, sugerindo que os aparelhos da marca, como iPhones, iPads, iMacs e Macbooks, podem estar vulneráveis a ação de agentes mal-intencionados — golpistas e hackers.

O que é a Lei Antitruste americana?

A Lei Antitruste dos Estados Unidos, diretriz que a Apple vem sendo acusada de violar, é um conjunto de normas que regulamenta a atuação das empresas que atuam no país. Ela observa as práticas adequadas e legais a serem seguidas por cada organização. Além de evitar o surgimento de monopólios ilegais ou indevidos.

Os principais estatutos que embasam a lei datam do final do século 19 e início do século 20. Eles proíbem estritamente os monopólios, a fixação de preços de produtos e serviços, a operação de cartéis e estabelecem regras claras para o processo de aquisições e fusões de empresas.

Antitruste: Apple é comprometida com a segurança e privacidade?

Imagem: Unsplash/Reprodução

De acordo com a Justiça dos EUA, a gigante da tecnologia tenta justificar suas práticas anticompetitivas com o argumento de precisar proteger a privacidade, segurança e preferências de seus clientes.

O promotor Jonathan Kanter sustenta que, na verdade, o comportamento da empresa está tornando seus produtos e serviços menos seguros e privados. Segundo a acusação, a big tech flexibiliza suas proteções e diretrizes quando lhe convém financeiramente. Ou seja, acaba gerando um ambiente inseguro para os consumidores.

Esta é uma acusação extremamente grave para uma companhia que considerada a segurança e privacidade como um de seus principais pilares. Aliás, na batalha judicial contra a Epic Games, a “maçã” usou justamente os argumentos de preservar um ambiente seguro para seus consumidores como justificativa para sua postura extremamente rígida.

Enquanto o processo não chega a um desfecho, a empresa, que se aproximava da marca de bater USS$ 3 trilhões em valor de mercado, tem observado uma importante desvalorização. O valor já ultrapassou a marca dos US$ 110 bilhões, ocasionada pela desaceleração nas vendas de iPhone e imbróglios judiciais em que está envolvida.

Vinicius Marques

Vinicius Marques

É jornalista, vive em São Paulo e escreve sobre tecnologia e games. É grande fã de cultura pop e profundamente apaixonado por cinema.

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