A rede social de trabalho LinkedIn excluiu de sua plataforma um anúncio de vaga de emprego que priorizava pessoas negras e indígenas em sua seleção.

O anúncio da vaga de emprego havia sido feito pelo Laut (Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo) e buscava contratar alguém para a coordenação do setor financeiro e administrativo da empresa.

Era um anúncio como qualquer outro na rede que dizia sobre a carga horária de 20 horas semanais e a expectativa de que o profissional contratado gerenciasse as rotinas financeiras, administrativas e de pessoal da entidade, e em certo momento do post o detalhe que a rede de empregos considerou discriminatório.

“Como parte das ações afirmativas do Laut para valorizar a pluralidade da equipe, esse processo seletivo dá preferência a pessoas negras (pretas e pardas) e indígenas” era o que dizia o anúncio da vaga.

Após alguns dias no ar, a publicação foi excluída, o suporte da rede de trabalho da Microsoft comunicou que a vaga havia sido derrubada por ser considerada discriminatória. Entretanto, a justificativa parou aí e não explicou o que de fato era considerado discriminatório.

Após inúmeras criticas e comentários, no Twitter oficial da rede, o LinkedIn respondeu um seguidor e se defendeu ainda na madrugada desta terça-feira (22).

“Nossas políticas são aplicadas de forma consistente a todos os nossos usuários/as. Pedimos que as vagas não especifiquem preferências ou requisitos relacionados a características individuais, como idade, sexo, religião, etnia, raça ou orientação sexual”.

A denúncia sobre a exclusão do anúncio, aberta pelo Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo (Laut), foi publicada pela Folha de S.Paulo neste sábado (19).

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À Folha, o LinkedIn falou sobre dar as mesmas oportunidades de modo geral, mas não descartou uma possível revisão em suas políticas. “Entendemos que em alguns países, como o Brasil, a legislação permite que empregadores apliquem esses critérios em seus processos de seleção. Revisitamos regularmente nossas políticas para garantir que apoiamos a diversidade e a inclusão de candidatos no LinkedIn e, consequentemente, no mercado de trabalho”, disse.

Não é a primeira vez que algo do tipo acontece quando envolve vagas inclusivas nas redes. E, pelo visto, não será a última, infelizmente.