É cada vez mais evidente: há um pacto secreto entre os publicadores de Tibia e o governo brasileiro. Tibia é popular porque o governo faz força para que ninguém no Brasil rode jogos bons, dando isenções a Semprons vendidos no Extra e fazendo Alienwares custarem o preço de um carro. Uma nova prova: o governo decidiu ontem que as placas de vídeo, que permitem a qualquer pessoa jogar algo minimamente decente no micro, vão ter impostos reajustados em 50%.

Ninguém conseguiu notar, mas as placas de vídeo usufruiam da mesma redução de carga tributária que a memória RAM: sem impostos de importação e IPI de 2%. Mas agora a injustiça foi resolvida, e com as novas cargas, aplicadas em cascata, o novo valor deve aumentar em cerca de 50%. 

Qual é o raciocínio genial do governo: com o produto sendo estupidamente caro em uma loja que paga todos os impostos (o MercadoLivre e a Sta. Ifigênia não devem ser afetados pela medida), faremos tudo aqui. Os fabricantes abrirão fábricas na Zona Franca de Manaus para que consigamos ter algumas Voodoos e TNTs made in Brazil. Como bem observou o Felipe, da Info, isso é uma ideia idiota: 

 

Um obstáculo adicional à produção nacional de placas de vídeo, além do mercado cinza, é o curto ciclo de venda deste tipo de equipamento. Como a evolução das placas é muito veloz, sua produção num país que não desenvolve a tecnologia pode ser economicamente pouco interessante, já que o processo para importar componentes e organizar uma linha de produção para determinado modelo pode tornar-se obsoleto em prazos tão exíguos quanto seis meses. 

 

E eu vinha percebendo nos últimos meses um aumento do número de placas boas sendo trazidas para o Brasil por empresas como a Asus e a Biostar (com a HD 4890 a R$ 800). Nesse ritmo de inovação, em 2018 teremos computadores vendidos no supermercado rodando Crysis. [Info]