Já sabemos que a Samsung trará um smartphone com Android para o Brasil, provavelmente o Galaxy, mas quando? "Ainda este ano", segundo André Varga, gerente de produto da divisão de telecomunicações da Samsung. O André também falou um pouco pra gente sobre como a Samsung quer virar a segunda maior empresa de telefonia móvel do Brasil — ela já é vice no mundo há dois anos.

Conversamos com o André durante o lançamento do Samsung Jét. No evento, ele nos contou que a Samsung quer crescer lançando mais produtos ainda este ano, principalmente no segmento de música (da série Beat) e messaging, como o Scrapy. Apesar de ainda ser um nicho pequeno, a tendência é crescer — afinal, "o jovem é o consumidor do futuro", segundo o André.

Ele também reconhece como é importante o segmento touch: "para a Samsung, [celulares com touchscreen] não são um nicho: são mais um formato de celular, assim como o formato barra, flip e slide". O André ainda disse que, em breve, a linha de celulares mais baratos pode receber um aparelho com tela sensível a toque. Este ano, já lançaram o Star, celular touchscreen a preço acessível, e o Jét.

E quanto a smartphones? André lembrou que a Samsung é a única a trabalhar com todos os sistemas operacionais móveis (exceto o iPhone OS, claro). E eles estão "trabalhando para introduzir produtos com Android no Brasil". Segundo o André, "todo mundo está correndo para tentar ser o primeiro" a lançar um smartphone Android no Brasil — ao que tudo indica, deve ser a Huawei. Mas "ainda este ano a Samsung vai lançar um smartphone com Android no Brasil".

E o Omnia HD, celular que filma em alta definição a 720p? Este não deve chegar ao Brasil tão cedo. Segundo o André: "o Omnia HD foi lançado em alguns países, principalmente na Europa. Para o mercado brasileiro, não está nos nossos planos, por enquanto."

Vale lembrar que hoje, no mercado de celulares, tamanho não é documento: a Nokia é líder em celulares no mundo mas seus lucros despencaram, enquanto Apple e RIM respondem por 35% do lucro do mercado de celulares dominando só 3% do mercado. Ou seja, não vale só vender muito aparelho barato, tem que vender bons aparelhos — mas parece que a Samsung já sabe disso.