Uma TV de Plasma pode ser bem útil a uma escola. Os alunos podem ver documentários interessantes, filmes que ajudam a dar um contexto histórico, fotos em alta definição para ver a diferença entre briófitas e pteridófitas. É de se esperar que todos os municípios do brasil queiram doações de TVs. Acho que todos querem, menos Barueri (SP). O prefeito da cidade, Rubens Furlan, disse com todas as letras que o seu município não precisa desse tipo de doação, especialmente se vier de "babacas" como o pessoal do CQC, que tentou doar uma TV de plasma com um brinde: um localizador GPS. Com ele, a reportagem do programa – que chegou a ser censurada, mas foi ao ar ontem – descobriu que a doação foi parar na casa de uma funcionária.

Danilo Gentili e Rafinha Bastos perseguiram a TV com a ajuda de algum software não identificado, mas coisa simples (um celular pequeno com o Google Latitude ligado resolveria a parada). Depois de encontrá-la, buscaram respostas com o prefeito, secretário de educação e a funcionária-ladra, que se demitiu depois. A resposta do prefeito, totalmente destemperada, é inacreditável. 

Goste do CQC ou não, a ideia foi genial, com requintes de crueldade, como um alarme que poderia ser acionado remotamente, fazendo a TV apitar, azucrinando os ladrões. O quadro me fez pensar que em um futuro não muito distante poderemos ter microlocalizadores GPS ou chips de RFID em mais lugares. Eles ajudarão bastante a justiça e a população a rastrear doações materiais e ver por onde andam os bens públicos, como aqueles carros da prefeitura de cidade do interior que costumam servir para comprar a comida do gato da filha do prefeito.

No Youtube está a reportagem, na íntegra, que você poderá ver até a Band tirar do ar (dá pra ver no site deles, se você conseguir fazer o player funcionar):