Uma startup que se descreve como “desenvolvedora de novas interfaces de computação humana e softwares” e está criando um novo tipo de realidade aumentada recebeu um investimento de US$ 542 milhões do Google. O projeto deles e fantástico – e não é nada difícil entender o que fez o Google se interessar pela ideia.

A tecnologia em questão se chama “realidade cinemática” e oferece uma experiência 3D mais realista do que qualquer outro equipamento que temos hoje. A empresa, chamada Magic Leap, não dá muitos detalhes sobre o que está desenvolvendo. Em julho, o The New York Times falou um pouco sobre os planos da empresa: eles sonham com “esculturas de luz 3D” que vão povoar o mesmo mundo que nós usando uma combinação de hardware, software e firmware proprietários:

“A start-up Magic Leap Inc. está tentando uma abordagem diferente, usando campo de luz digital. Diferentemente das imagens digitais estéreo, que vem da projeção de duas imagens ligeiramente deslocadas com cores e brilhos diferentes, a Magic Leap diz que seu campo de luz digital codifica mais informações sobre uma cena para ajudar o cérebro a entender o que ele está olhando, incluindo o espalhamento dos raios de luz e da distância dos objetos.”

A tecnologia da Magic Leap

Enquanto temos empresas apostando pesado na realidade virtual, a Magic Leap quer se distanciar um pouco dessa ideia. O CEO Rony Abovitz disse em uma entrevista ao South Florida Business Journal que eles estão criando “uma nova forma de humanos interagirem com computadores”. Você não colocará um aparelho na sua cabeça que mostrará uma realidade imersiva e completamente diferente da que vivemos. A tecnologia da Magic Leap vai projetar imagens em alta resolução no nosso mundo. Um exemplo de como isso pode ser está abaixo – confira o elefante flutuando nas mãos de uma pessoa:

A tecnologia da Magic Leap

De acordo com o The Wall Street Journal, a tecnologia atualmente se apresenta na forma de óculos especiais – mas eles não mostram imagens nas lentes nem projetam elas no mundo, e sim diretamente nos olhos da pessoa. Quem já viu de perto garante que é algo incrivelmente natural e impressionante, e pode ser usado para diversos fins, de jogos a filmes.

O interesse do Google talvez seja em usar a tecnologia para expandir as possibilidades do Google Glass. Normalmente, quando investe em uma empresa, o Google faz isso por meio do Google Ventures, um braço da empresa criado apenas para financiar startups. Neste caso, foi o Google mesmo quem emprestou os US$ 542 milhões – o que indica que o interesse na tecnologia vai muito além de achar a ideia bacana e que merece um pouco de apoio. O resultado dessa parceria pode não demorar muito para aparecer – ao TechCrunch, Abovitz disse que pretende lançar um produto “em breve”. Esperaremos ansiosamente para ver se é realmente algo incrível como parece ser. [TechCrunch, Wall Street Journal, The Verge, New York Times, BusinessInsider]