Qualquer pessoa que utiliza um celular, tablet ou computador – independentemente do sistema utilizado -, corre o risco de ser alvo de um potencial ataque de malware.

Hoje em dia, cibercriminosos utilizam de várias técnicas para invadir sistemas, roubar dados de vítimas e ganhar muito dinheiro com esses tipos de ataques cibernéticos.

Geralmente, quando algum dispositivo começa a se comportar de forma anormal, nosso primeiro pensamento é que ele está infectado com um vírus. Embora um vírus seja sempre uma possibilidade, na maioria das vezes, o problema pode ser outro, incluindo vários tipos de malware.

Mas, o que é malware?

Malware é um termo genérico para qualquer tipo de software ou código malicioso que pode interferir no funcionamento normal de sistemas. O objetivo desses programas é invadir, danificar ou desabilitar computadores, tablets ou celulares.

Vale ressaltar que malwares não podem danificar o hardware físico de um equipamento, porém, ele tem capacidade para roubar, criptografar ou excluir dados. Eles também podem usar funções básicas da máquina sem que o usuário tenha conhecimento disso.

Geralmente, esses códigos maliciosos são usados por cibercriminosos para obter ganhos financeiros, seja roubando senhas de bancos e cartões de crédito; vendendo informações da vítima para terceiros; ou cobrando uma quantia para a devolução de arquivos “sequestrados”.

Qualquer pessoa ou empresa pode ser alvo de um malware, seja utilizando o Android, Windows ou Linux, assim como o iOS ou macOS.

Quais os tipos de malware?

De forma geral, existem vários tipos de malware, sendo os mais conhecidos os vírus, spywares, ransomwares e cavalos de Tróia. Tem também os não tão conhecidos worms, scareware e adware. Saiba mais sobre eles:

Vírus: Geralmente um arquivo, na forma de um “inofensivo” anexo de e-mail ou programa que executa alguma ação maliciosa. Ao abrir este arquivo, o equipamento fica infectado.

Spyware: Programa instalado em um dispositivo – sem o conhecimento ou autorização do usuário -, para espionar a vítima, colhendo informações, hábitos ou dados.

Ransomware: Um dos mais lucrativos, pois permite aos cibercriminosos invadirem uma máquina e criptografar dados da vítima, exigindo que ela pague um resgate (geralmente em Bitcoin).

Cavalo de Troia: São malwares disfarçados de aplicativos inofensivos, que enganam o usuário para baixá-los e utilizá-los, podendo ser utilizado para roubar dados, travar sistemas ou espionar a vítima.

Worm: Tem a capacidade de se replicar de máquina para máquina, por meio da exploração de algum tipo de falha de segurança em algum programa ou sistema operacional. Essa replicação não exige a ação de algum usuário.

Scareware: Aqui os cibercriminosos assustam as vítimas, dizendo que os computadores ou smartphones delas estão infectados com algum malware. Em seguida, o usuário é convencido a comprar um aplicativo falso.

Adware: São programas que exibem anúncios indesejados para as vítimas. Geralmente, eles são instalados pelos usuários em troca do direito de uso de um serviço ou programa sem pagar por ele.

Como se defender contra malwares?

É claro, nenhuma proteção é 100% garantida, mas, ao utilizar técnicas e ferramentas de proteção, é possível acrescentar camadas extras de segurança para se proteger desses potenciais ataques. Veja as práticas abaixo como se fossem “vacinas contra malwares”:

  • Não clique em links desconhecidos ou suspeitos que você recebe por e-mail, redes sociais ou mensagens de texto. Eles podem conter códigos maliciosos que podem instalar malwares no seu computador ou celular.
  • Mantenha sistemas operacionais e programas atualizados – tanto em computadores quanto celulares -, pois isso evita que cibercriminosos explorem vulnerabilidades.
  • Limite o número de aplicativos instalados no seu celular ou computador, deixando apenas aqueles que você usa regularmente.
  • Instale apenas aplicativos que foram baixados diretamente de lojas oficiais, como a Play Store (do Google) ou App Store (da Apple).
  • Não empreste seu telefone para terceiros, pois eles podem instalar programas ou clicar em links sem você saber.
  • Use programas antivírus em todos os seus dispositivos e faça escaneamentos frequentes. Existem várias opções disponíveis (tanto gratuitas quanto pagas), como o Kaspersky, McAfee, Norton, Bitdefender, Panda, entre outros.
  • Verifique regularmente o histórico de transações nas suas contas bancárias ou fatura do cartão de crédito, para detectar qualquer movimentação incomum.