Pesquisadores poderiam passar anos examinando os resultados de um terremoto para entender melhor a destruição causada pelo fenômeno. Mas os moradores precisam limpar tudo e retornar às suas casas, sempre o mais rápido possível. Os pesquisadores da Universidade Brigham Young, em Utah, encontraram uma maneira de contornar esse problema e estudar os estragos por tempo indeterminado.

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Logo depois do terremoto de magnitude 6.2 atingir a Itália em agosto, uma equipe de engenheiros civis e professores da Universidade Brigham Young e da Geotechnical Extreme Events Reconnaissance Association (GEER) visitaram as áreas para documentar a destruição, coletando dados como a idade das construções afetadas, antes de que a recuperação do local começasse.

Em vez de apenas tirar algumas fotos, a equipe usou um drone para capturar mais de 50 GB de imagens aéreas em alta resolução. Os dados foram utilizados para criar um mapa 3D interativo das áreas afetadas e que pode ser usado para estudar os efeitos a quilômetros de distância.

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Com o drone os pesquisadores conseguiram reunir informações sobre as áreas perigosas de serem acessadas, além de capturar a destruição de múltiplos ângulos, facilitando a criação dos modelos em 3D. Dessa forma, os especialistas não atrapalharam as equipes de resgate e limpeza no local.

Eles já conseguiram concluir o modelo 3D de uma das áreas mais afetadas pelo terremoto. Os resultados foram publicados online e podem ser estudados direto no navegador. No futuro, a equipe espera que os dados e os modelos deem aos engenheiros uma ideia melhor de como projetar estruturas, para que sejam capazes de lidar com as forças de um terremoto desse calibre. E também para prever e evitar os locais onde podem ocorrer deslizamentos de terra, entre outros efeitos colaterais devastadores de um terremoto.

[Brigham Young University]