As máquinas que fazem café através de cápsulas estão se tornando mais populares no Brasil. E se uma máquina pudesse fazer café, refrigerante e suco dessa forma? Essa é a ideia da Brastemp para a B.blend – mas talvez ela não faça com que você #BebaDessaRevolução.

A B.blend está à venda apenas pela internet por salgados R$ 3.499. As cápsulas custam entre R$ 1,49 e R$ 4,49, vendidas em pacotes de dez unidades.

Quem comprar a máquina ganhará um kit com cem cápsulas, e receberá amostras de sabores que forem lançados no futuro.

A instalação é gratuita, mas precisa ser feita por um técnico especializado, por isso a venda está restrita à Grande São Paulo e região metropolitana de Campinas.

Para gaseificar o refrigerante, a B.blend usa um cilindro de gás que rende até 37,5 litros (cerca de 185 bebidas). Quando acabar, ele precisa ser substituído, e custa R$ 100. A máquina também usa um filtro de água que deve ser trocado de seis em seis meses, e custa R$ 90.

Os sabores

A B.blend permite fazer apenas uma variedade de café – cuja cápsula está esgotada na loja – e de chocolate quente. A variedade é maior quando se trata de suco/néctar, ice tea e refrigerante: no total, são dezoito sabores.

Você pode preparar néctar de morango, laranja, uva ou pêssego por R$ 2,29; a cápsula rende 200 ml de líquido. Também há refrigerantes de cola, cola zero, guaraná, guaraná zero e limão zero, que custam R$ 1,99 por cápsula.

Bblend

A Brastemp fez uma parceria com a Ambev para lançar cápsulas de Guaraná Antartica, que prometem sabor “idêntico ao de garrafa ou lata”. Elas devem ser lançadas até o final do ano.

Também é possível fazer outras bebidas usando a B.blend: frapê de pêssego (R$ 2,49), energético (R$ 4,49) e coquetéis sem álcool – cosmopolitan e margarita (R$ 3,99). A máquina ainda funciona como purificador de água.

Concorrência

Eu não duvido muito do futuro dessas máquinas. Nos EUA, a Sodastream é bastante popular: ela custa a partir de US$ 80 e gaseifica água para criar refrigerantes e sucos. (Ela não faz café nem bebidas quentes.)

A máquina está disponível no Brasil desde 2012: há quatro modelos disponíveis, cujos valores variam entre R$ 299 e R$ 589.

Em vez de cápsulas, ela usa um concentrado SodaMix que você coloca na água: ele custa entre R$ 25 e R$ 35, e rende até doze litros de bebida. São mais de 50 sabores; confira a lista aqui. Claro, você pode colocar os sucos ou aromatizantes que quiser.

A Sodastream requer um cilindro de gás, que custa R$ 60 para troca, e rende até 60 litros de bebida.

Keurig Kold

Ela ganhará uma concorrente em breve nos EUA: a máquina Keurig Kold terá cápsulas de Coca-Cola, Sprite, Dr. Pepper e Snapple, e fará bebidas gaseificadas sem usar um cilindro de gás. Ela deve ser lançada no quarto trimestre por US$ 300.

Isso vem preocupando analistas de mercado, que consideram esse valor alto demais. Imagine se eles soubessem de uma máquina brasileira que sai por R$ 3.500, e ainda assim requer cilindros de gás!

Bblend

A Whirlpool, dona da Brastemp, diz que a B.blend levou quatro anos para sair do papel. O investimento inicial da Ambev nessa joint venture foi de R$ 110 milhões. Foram fabricadas 500 máquinas, todas em Joinville (SC); as cápsulas são feitas na Alemanha pela Bevys.

Em agosto, o projeto prometia algumas novidades que ainda estão para se materializar. “Queremos chegar a ter 200, 500 sabores e fazer parcerias com marcas grandes ou independentes”, disse Fernando Yunes, diretor de Novos Negócios, à Folha.

Na época, Yunes mencionou planos de fabricar as cápsulas no Brasil, e de criar cápsulas de cerveja – elas estavam em testes, mas ainda tinham que lidar com alguns problemas, como o colarinho. Também ficou aberta a possibilidade de alugar a máquina, do mesmo jeito que a Brastemp aluga filtros.

Você pagaria R$ 3.500 por uma máquina que depende de cápsulas proprietárias com preços não muito competitivos, e que requer troca de filtro e cilindro?