Lembra-se do Megaupload? O serviço morreu em janeiro de 2012, quando foi derrubado pelo FBI. Mas nos tribunais, ele é alvo de um novo processo judicial, aberto por seis grandes estúdios de cinema. Eles querem US$ 175 milhões, incluindo indenização mais os lucros gerados pelo site.

Kim Dotcom e dois outros executivos são acusados no processo judicial, aberto por seis estúdios: Fox, Disney, Paramount, Universal, Columbia Pictures (Sony) e Warner. São membros da MPAA, entidade que representa os estúdios de cinema nos EUA.

De acordo com o governo americano, o Megaupload teve lucro de US$ 175 milhões até ser fechado. Dotcom teria recebido mais de US$ 42 milhões só em 2010. O dinheiro vinha de propagandas e de um sistema de afiliados: nele, o usuário era pago se enviasse arquivos populares – a MPAA diz que isso inclui filmes, séries de TV e outros conteúdos pirateados.

Mas Ira Rothken, advogado de Dotcom, diz ao Ars Technica que não era o caso: o programa de afiliados estaria limitado a arquivos de até 100MB, portanto muito pequenos para conter filmes. Dotcom diz no Twitter que o programa de afiliados acabou em 2011, mas o site continuou a crescer:

Por que só agora os estúdios estão processando Kim Dotcom e cia.? Rothken diz ao Ars: “É provável que a MPAA e Departamento de Justiça americano entendam que o caso criminal pendente carece de mérito… Eles abriram uma ação civil agora como uma medida desesperada”.

Ou talvez os estúdios tenham fé que Dotcom será extraditado da Nova Zelândia. Ele foi preso em 2012, e depois posto em liberdade condicional. A audiência que decidirá sua extradição para os EUA está marcada para 7 de julho. Ele é acusado pelo Departamento de Justiça americano, junto a outros executivos do Megaupload, de promover “extorsão” e “conspiração para lavagem de dinheiro”, entre outros.

Dotcom não está parado esperando pelo julgamento. Desde o fim do Megaupload, ele abriu o Mega, que promete guardar seus arquivos de forma protegida; abriu o Partido Político da Internet na Nova Zelândia; e até lançou o álbum Good Times de música eletrônica – que segundo nossos colegas do Gizmodo UK, é “uma bagunça”. [Variety, Ars Technica, Engadget]