O Mercado Livre anunciou na tarde da segunda-feira (7) que dados de mais de 300 mil usuários foram expostos. Segundo a empresa, a falha que causou o vazamento se deu após um acesso indevido ao código-fonte do site, acusado pelo setor de segurança da informação.

Com essa invasão, a empresa se junta a outras grandes companhias como NVIDIA, Claro e Samsung, que também foram vítimas de ataques cibernéticos nos últimos dias.

A empresa ainda está analisando a situação. Porém, há suspeitas de que a operação tenha sido realizada pelo mesmo grupo hacker responsável pelos ataques anteriores.

Em comunicado, a empresa informou que, apesar do vazamento, não foram encontrados indícios de comprometimento nos sistemas internos. A empresa ainda afirmou que senhas de usuário, saldos em conta, investimentos, informações financeiras ou de cartões de crédito e débito estão seguras.

“Detectamos recentemente que parte do código-fonte do MercadoLivre, Inc. foi sujeita a acesso não autorizado. Ativamos nossos protocolos de segurança e estamos realizando uma análise exaustiva”, disse a companhia.

“Embora os dados de aproximadamente 300.000 usuários (dos nossos quase 140 milhões de usuários ativos únicos) tenham sido acessados, até o momento, e, de acordo com nossa análise, não encontramos nenhuma evidência de que nossos sistemas de infraestrutura tenham sido comprometidos ou que as senhas de qualquer usuário, saldos de contas, investimentos, informações financeiras ou numerações de cartão de crédito foram obtidos. Estamos tomando medidas rigorosas para evitar novos incidentes”, disse o Mercado Livre.

Atualmente, o Mercado Livre é a maior plataforma de e-commerce da América Latina, com quase 140 milhões de usuários únicos.