Após uma longa investigação antitruste, a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos (FTC) chegou um acordo com o Google e disse que a empresa não adota práticas que prejudiquem a concorrência. E a Microsoft não gostou nem um pouco disso.

O Google era acusado de priorizar seus próprios produtos nos resultados das buscas. A empresa negou a ação, mas prometeu mudar o seu comportamento e ficou por isso mesmo. Outro questionamento da FTC era em relação a disputa de patentes, e o Google se comprometeu a acabar com a prática de tentar barrar as vendas de dispositivos que supostamente violaram suas patentes.

A Microsoft não gostou do acordo. Em um post em seu blog, o vice-presidente da empresa, Dave Heiner, afirmou que a resolução do caso foi “fraca e – francamente – incomum”. Ele criticou a FTC por não ter nenhum contrato com o Google que garanta que a empresa não volte atrás caso mude de ideia.

A maior crítica de Heiner está na questão das patentes. Ele disse que o decreto inclui inúmeras exceções que permitem que o Google busque a proibição das vendas em certos casos. Ele também diz que a FTC não buscou a opinião da indústria em relação às mudanças que estão sendo feitas no AdWords que podem prejudicar todo o setor.

A relação entre Microsoft e Google não vai muito bem e só deve piorar. A reação negativa da Microsoft em relação à decisão da FTC é consequência de uma campanha imensa que a empresa faz para tentar fazer com que agências reguladoras tomem alguma ação contra o Google. Já a gigante das buscas não parece muito interessada em melhorar as coisas – recentemente o Google disse que não vai desenvolver apps para Windows 8 nem Windows Phone 8 e encerrará o suporte do Gmail ao Exchange ActiveSync. Mas a Microsoft não se sente derrotada – o Google ainda está sendo investigado pela União Europeia pelas mesmas acusações feitas nos Estados Unidos. [Microsoft on the Issues via ReadWrite, The Verge]