O Windows 10, a versão atual do principal sistema operacional da Microsoft, tem um histórico de atormentar os usuários ao tornar difícil pular o início de atualizações. A companhia pretende tornar a tarefa menos dolorosa ao usar machine learning para determinar se uma pessoa está usando, de fato, o computador durante o processo de atualizações.

A Microsoft tem um plano para agilizar a instalação de atualizações do Windows

Em 2017, a Microsoft introduziu uma opção snooze (soneca), na qual perguntava se os usuários queriam ou não fazer o processo de atualização naquele momento. Neste ano, a companhia anunciou que implementou novas lógicas de design para otimizar quais partes da atualização o Windows fará durante as fases online e offline, o que deve tornar mais rápido o processo. Agora, a abordagem da companhia é implementar um “modelo preditivo” que estudará os hábitos dos usuários para determinar se é ou não o melhor tempo para fazer o update.

Em um blog post, Dona Sarkar, chefe do Windows Insider, e Brandon LeBlanc, gerente sênior de programação do Windows Insider, escreveram que os novos modelos levam em conta dados da nuvem e têm como objetivo responder às críticas sobre as políticas das empresa de atualização forçada:

Nós ouvimos vocês e queremos aliviar o sofrimento, se você tiver um update pendente, nós atualizamos nossa lógica de reinicialização para usar um novo sistema que é mais adaptativo e proativo. Nós treinamos um modelo preditivo que pode com precisão prever qual é a melhor hora para reinicializar o dispositivo. Isso significa que nós não vamos só checar se você estiver usando seu dispositivos antes de reinicializar, mas também vamos tentar prever se você só deixou o computador por um tempo para ir pegar um café e voltar rápido.

Sarkar e LeBlanc notam que a Microsoft testou o processo internamente e teve “resultados promissores durante a implementação”. A atualização está, no momento, disponível apenas para quem participa do Windows Insider, um programa de teste de funcionalidades da Microsoft.

Apesar das reclamações contínuas de interrupção de usuários no meio do trabalho para atualização, é discutível o argumento de que as atualizações forçadas são boas no geral — a alternativa é fazer com que uma porcentagem significativa dos usuários adie atualizações críticas ou simplesmente deixem o processo de lado. O contraponto é que as atualizações forçadas às vezes danificam máquinas, mesmo que tenham optado por não tê-las, ou parecem ser um pretexto para forçar os usuários a adotarem softwares pré-instalados como o navegador Edge.

Isso parece como uma tentativa de posicionar os usuários no “meio do caminho”, embora as reclamações de atualizações forçadas deverão existir para sempre, a menos que a Microsoft acabe com a política.

[The Verge/Windows Insider]

Foto do topo por Alex Cranz/Gizmodo