O telescópio espacial Planck saiu para aposentadoria num lugar ensolarado. Em sua missão de quatro anos, ele revelou que o universo é 80 milhões de anos mais antigo do que os cientistas estimavam. Agora, o Planck está rumando a uma vaga permanente em órbita do Sol. Descanse em paz.

Lançado em 2009, este telescópio – cujo nome homenageia o Nobel de física Max Planck – registrou a radiação cósmica de fundo, que são os fótons mais antigos do universo, formados logo após o Big Bang. São os pontos amarelos na imagem abaixo.

Para detectar variações de temperatura em milionésimos de grau, o Planck usava um detector de 4,2 x 4,2 m resfriado a até quase zero absoluto (-273,15ºC). Ao lado do seu irmão, o Observatório Espacial Herschel de detecção por infravermelho, o Planck deu aos cientistas uma melhor entendimento sobre a composição do nosso universo.

O Herschel foi desativado em abril deste ano, mas o Planck seguiu em frente até este mês, quando seu hélio líquido – que resfriava os equipamentos – se esgotou. Os cientistas enviaram o comando final nesta quarta-feira, desativando o transmissor do telescópio.

O Planck deixa a Terra para trás em seu caminho para orbitar o sol, mas as informações que ele coletou serão utilizados por cientistas durante os próximos anos; o próximo conjunto de dados será lançado em 2014. [ESA – PhysOrg – PopSci – NASA]

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