Além de futuro jardim de patentes do Google, a Motorola faz celulares – um bocado deles. Hoje ela lançou 7 novos aparelhos para o mercado brasileiro e fabricados por aqui, de dual-chips a Androids potentes. O destaque da festa foi o Milestone 3, que chega no fim do mês custando entre R$ 1.799 e R$ 1.999 no varejo. Além de teclado bacana, o que ele tem?

A terceira geração do smartphone que definitivamente popularizou o Android, no fim de 2009, é maior (tela de 4”, qHD), tem 16 GB de memória interna, é mais fino que o Milestone 2, traz o processador dual-core de 1 GHz, uma câmera de 8 MP, grava em Full-HD e tem saída HDMI de fábrica. Eu diria que ele é até mais interessante que o Atrix, lançado há poucos meses com toda a pompa – e eclipsado pelo Galaxy S II pouco tempo depois.

Nós tivemos a chance de ver o Milestone 3 rodando na apresentação, e ele tem algumas novidades bacanas em termos de interface. Quando ele se conecta por HDMI há um espelhamento completo (ao contrário do modo webtop do Atrix, por exemplo), algo que só é conseguido em outros aparelhos Android com root e modificações. Neste modo eles mostraram um joguinho (que rodou liso, aproveitando toda a tela), e uma animação em Full HD que teve algumas engasgadinhas, mas a performance é bem interessante, especialmente para ver fotos.

Há algumas modificações no Android 2.3 que vem de fábrica, mas o nome maldito Motoblur quase não foi citado. Visualmente ele é parecido com as versões anteriores, com algumas modificações cosméticas, como status em transparência e transições mais agradáveis. Pudemos ver algumas novas funcionalidades como “widgets ativos” (dá ver mais coisas no widget de agenda, rolando a barra para baixo, por exemplo) e uma galeria de fotos totalmente remodelada, integrada com redes sociais. Outro negócio legal: o gerenciador de arquivos de fábrica permite sincronizar com serviços na nuvem como Dropbox e Sugarsync. O quanto todas essas modificações atrapalham a fluidez do Android básico é algo a se averiguar melhor, mas para o usuário médio que não sabe o que é CyanogenMod, parece legal.

Além das lojas online e varejistas físicas, o Milestone 3 estará inicialmente – nas primeiras semanas – apenas na Vivo, e o preço deve ser um pouco menor no pré-pago na operadora. Como comparação, o Milestone 2 chegou em novembro por R$ 1.699, e logo baixou para R$ 1.499. Aliás, o Milestone 2 não sairá das lojas e deverá ter um preço menor (não revelado), e pode ser um bom negócio.

Os outros Androids lançados hoje foram o Spice XT, uma espécie de sucessor do Quench, com processador de 800 Mhz, 512 de RAM, Câmera de 5 MP, tela de 3,5” e Android 2.3. Ele chegará por cerca de R$ 624. E completando o time dos robôs está o SPICE Key, versão de 2,8”, Android 2.3 e tecladinho estilo Blackberry, sem preço definido. O resistente Defy+ ficou para o próximo trimestre.

A apresentação dos smartphones estava bastante concorrida, com jornalistas cheios de perguntas sobre a futura parceria com o Google. Mas antes de começar a conversa já fomos avisados que ninguém da Motorola falaria sobre o assunto, o que provocou um enorme aaaaaaaahhhhh coletivo na coletiva.

Estamos neste momento colocando nossas mãos nos aparelhos e traremos mais impressões, vídeos e especificações em breve.