Nancy Grace Roman, uma ex-executiva da NASA que é frequentemente descrita com a “mãe” do telescópio espacial Hubble, morreu aos 93 anos.

Roman, que foi funcionária por muito tempo da agência espacial dos Estados Unidos, foi a primeira mulher a ter um papel executivo na NASA, conforme reporta a Associated Press. Após obter o doutorado em astronomia na Universidade de Chicago em 1949, Roman entrou na NASA em 1959 como a primeira chefe de astronomia do escritório de ciência espacial na sede da organização e ficou na posição por quase 12 anos até se aposentar em 1979.

Conheça as mulheres que ajudaram a NASA a alcançar as estrelas

Ela estava envolvida em programas inovadores como o Cosmic Background Explorer, e como seu título informal sugere, o amado telescópio espacial Hubble.

Roman é lembrada pelo trabalho dela em reforçar as oportunidades de carreira por meio da American Association of University Women (Associação das Mulheres Universitárias), segundo informa o jornal norte-americano Washington Post. Ela resistiu ao status quo através de sua educação e carreira em um tempo em que não havia muitas mulheres no ramo, especialmente em nível executivo. Especificamente, ela é creditada por ter desenvolvido o programa inicial do Hubble, particularmente no que se refere a financiamento e propostas de observação.

De acordo o Washington Post, no livro “The Universe is a Mirror”, do autor e historiador espacial Robert Zimmerman diz: “Durante a década de 60 e início da década de 70, não havia ninguém mais importante que ela em fazer os primeiros conceitos e designs do Hubble receberem financiamento e serem completados.”

Segundo a NASA, os prêmios de Roman e honras incluem o Women in Aerospace’s Lifetime Achievement Award, NASA Exceptional Scientifical Achievement Award e NASA Outstanding Scientific Leadership Award, entre outros.

No ano passado, Roman foi homenageada como parte de conjunto de Lego que honrava mulheres da NASA, que também incluía pioneiras como Katherine Johnson, Sally Ride e Mae Jemison.

Roman faleceu na última terça-feira (25) em decorrência de uma doença. O jornal norte-americano diz que ela não tinha dependentes.

[Associated Press, Washington Post]