Olhe para o céu a olho nu e você verá muitas manchas e bolhas que se parecem, em sua maioria, com estrelas. Em uma inspeção mais minuciosa, porém, alguns desses pontos se recusam a se desvendar, permanecendo espalhados no céu noturno.

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O famoso astrônomo Charles Messier notou esses objetos enquanto estudava cometas — de fato, eles se pareciam com comentários parados no céu, segundo a NASA. Ele, então, chamou esses impostores de “objetos a se evitar” e os catalogou na lista de 103 objetos do “Catálogo Messier”. Essa lista, desde então, foi expandida para 110.

Entretanto, foi bom os cientistas não terem evitado os impostores. Acontece que eles contêm alguns objetos astronômicos incrivelmente importantes, espalhados porque consistem não de uma, mas de várias estrelas. A primeira coisa com cara de cometa, a M1, era o que agora é estudado como a Nebulosa do Caranguejo. Seu catálogo também incluía a Galáxia de Andrômeda (M31), a Galáxia do Catavento (M101), frequentemente usada como sósia da Via Láctea, e a Galáxia do Rodamoinho (M51a). Você também pode ver vários desses objetos com um telescópio amador.

O telescópio Hubble simplificou a observação desses objetos e tem criado imagens de tirar o fôlego desde então. Isso inclui a Nebulosa da Águia, também chamada de Pilares da Criação ou M16, talvez a nebulosa mais famosa já observada.

O Hubble encontrou 93 desses objetos. Suas cores não são reais, já que o Hubble captura imagens de uma só cor por vez. Normalmente, várias observações em diferentes comprimentos de onda são combinadas, ou cores são acrescentadas durante o processo, para extrair informações relevantes. O Hubble agora acrescentou outras 12 imagens a seu catálogo — você pode observá-las abaixo e ver o restante aqui.

Imagens do topo e da galeria: NASA, ESA, STScI