A treta envolvendo o Spotify e o roqueiro canadense Neil Young ganhou as redes sociais nos últimos dias. Em resumo, o músico de 76 anos pediu para que o serviço removesse suas canções o quanto antes. O motivo? O Spotify, na visão de Young, dá palco demais para o discurso anti-vacina.

“Estou fazendo isso porque o Spotify está espalhando informações falsas sobre vacinas –potencialmente causando a morte daqueles que acreditam na desinformação que está sendo espalhada”, escreveu o roqueiro em um comunicado postado em seu site –e posteriormente apagado.

O alvo principal do ultimato do músico foi Joe Rogan, comediante de stand-up americano que tem um contrato de exclusividade com o Spotify e andou dando voz a ideias contra a vacinação em seu podcast.

Joe Rogan foi o responsável por popularizar o formato de podcast no estilo “conversa de bar”. Nele, um convidado — normalmente alguém famoso — senta em frente ao apresentador e trava uma conversa despretensiosa sobre temas diversos. Vale qualquer coisa que der na telha do entrevistado. Aqui no Brasil, podcasts como Flow e Podpah replicam a mesma fórmula.

O problema é que essa proposta de emitir opinião sobre tudo, vez ou outra, pode fazer o tiro sair pela culatra. Principalmente quando o tema em questão é saúde pública — e o convidado da vez resolve trazer à mesa um discurso anti-vacina. Por não contar sempre com a opinião de um especialista razoável, podcasts do tipo podem facilmente se tornar máquinas de espalhar fake news. E o estrago é ainda maior quando o programa em questão é tão relevante: Joe Rogan Experience é um dos podcasts mais ouvidos do mundo, com 11 milhões de ouvinte por episódio.

O recado estava dado: ou Neil Young, ou Joe Rogan. O Spotify era pequeno demais para os dois. Quem perdeu foram os fãs de música. Segundo a carta de Young, era do Spotify que vinham 60% das reproduções de suas músicas.

Apesar de optar por remover a discografia de Young de sua biblioteca, o Spotify disse que costuma agir contra a desinformação contra vacinação. O serviço de streaming de música afirmou ter removido 20 mil episódios de podcasts com fake news sobre Covid. Mas, ainda assim, o estrago já está feito. Onde, afinal, os fãs poderão ouvir as músicas de Neil Young?

A boa notícia é que existem algumas alternativas. Vamos a elas.

Onde ouvir a obra de Neil Young

A primeira dica –e mais óbvia delas– é o canal oficial de Neil Young no YouTube. Além dos clássicos da carreira do músico, há também lançamentos, versões ao vivo e diversas jam sessions. Dá até para encontrar trechos de entrevistas exclusivas do músico, compiladas neste documentário. Vale a visita.

Serviços rivais do Spotify, como Amazon e Apple Music, também seguem contando com a maior parte da discografia do roqueiro canadense. Esses serviços são menos populares no Brasil do que o streaming verdinho, é verdade. Mas, para quem já assina, podem ser uma opção.

A última dica é assinar o serviço próprio do roqueiro, o Neil Young Archives. O site dá acesso a toda discografia, além de garantir acesso antecipado a conteúdos inéditos, transmissões exclusivas de shows ao vivo, playlists e artigos escritos pelo próprio Young.

Você pode conferir as possibilidades de assinatura clicando aqui. O plano mais básico custa $19,99 (cerca de R$ 108) ao ano. Quem quiser desembolsar R$ 39,99 (R$ 216) ganha algumas regalias, como acesso a um arquivo de vídeos extra e a possibilidade de pedir suas canções preferidas em apresentações ao vivo. Já fãs hardcore que toparem pagar R$ 99,99 (R$ 540) pelo plano mais completo, terão prioridade na hora de pedir canções durante shows online.