O neurocientista e escritor Oliver Sacks morreu hoje (30) em sua casa em Nova York, nos EUA. Ele tinha 82 anos.

Sacks foi o autor de livros como “Tempo de Despertar”, “O Homem que Confundiu sua Mulher com um Chapéu” e “Um Antropólogo em Marte”. Suas obras tratavam de casos de alguns de seus pacientes, e exploravam temas da consciência humana.

No começo do ano, Sacks publicou um artigo no The New York Times falando que estava com câncer em estágio terminal e falou como gostaria de passar seus últimos dias de vida (traduzido por Francesca Anfiolillo para a Folha):

Sinto uma súbita nitidez de foco e de perspectiva. Não há tempo para nada que não seja essencial. Preciso me concentrar em mim, no meu trabalho, nos meus amigos. Não vou mais assistir ao noticiário na televisão toda noite. Não darei mais atenção alguma à política ou ao aquecimento global.

Isso não é indiferença, mas distanciamento –eu ainda me preocupo muito com o Oriente Médio, aquecimento global, o crescimento da desigualdade, mas esses assuntos não me cabem mais; eles cabem ao futuro. Eu me alegro quando encontro gente jovem e talentosa –inclusive a que fez a biópsia que constatou minhas metástases. Eu sinto que o futuro está em boas mãos.

Antes da morte, ele teve tempo de publicar uma autobiografia, que foi lançada lá fora em abril e chegou em julho ao Brasil pela Companhia das Letras.

[New York Times, Folha]

Foto via Wikimedia Commons