Engenheiros espaciais e neurocirurgiões — duas profissões que costumam ser sinônimo de QIs altíssimos — não são, necessariamente, mais inteligentes do que a média da população. É esta a conclusão de um estudo feito no Reino Unido e publicado na revista científica BMJ na última segunda-feira (13).

Para fazer o estudo, os pesquisadores examinaram dados de uma plataforma online na qual 329 cientistas aeroespaciais e 72 neurocirurgiões completaram uma série de tarefas. Esses exercícios visavam examinar aspectos da cognição e da coordenação motora dos voluntários.

Depois, o grupo comparou os resultados com tarefas feitas por outras 18 mil pessoas que não seguiam nenhuma dessas profissões. Tudo para entender se a percepção popular de superioridade intelectual dessas duas profissões estava ou não fundamentada na realidade.

O resultado foi que cientistas aeroespaciais e os neurocirurgiões não têm, necessariamente, uma capacidade cognitiva superior em relação à população comum ou a profissionais de outras áreas.

Pesquisadores encontraram poucas diferenças entre as habilidades cognitivas de especialistas dessas duas áreas, incluindo aptidões emocionais e controle motor. Os engenheiros espaciais tiveram pontuações mais altas para atenção, enquanto os neurocirurgiões mostraram pontuações mais altas na resolução de problemas semânticos.

Moral da história? Profissionais que costumam ser colocados em um pedestal, no fim das contas, passam longe de serem super-heróis sem capas. A grande missão de qualquer trabalhador, afinal, é um só: honrar os boletos no final do mês.