Um estudo recente, feito pelo Ipsos Media CT e apoiado pelo Google, revela que 27 milhões de pessoas têm smartphone no Brasil. Isto é mais do que na Alemanha (24 milhões) e na França (25 milhões), mas em termos relativos ainda é muito pouco. O estudo também mostra nossos hábitos com apps, e onde mais usamos os celulares espertos.

Segundo o estudo, 14% da população brasileira possuem um smartphone. Isso é bem menos que na Alemanha (29%) e na França (38%). Nos EUA, a penetração do smartphone é de 44%. A pesquisa não entra em detalhes sobre o preço dos smartphones, o que mais limita uma adoção maior por aqui. Modelos mais baratos vêm ganhando mercado no Brasil, mas obviamente o preço ainda impede uma penetração maior de celulares espertos.

E onde usamos o smartphone? 96% dizem usá-lo em casa e 82% no trabalho. No entanto, só 64% o usam na rua: é o segundo menor valor entre os países da pesquisa, à frente apenas do Egito, e empatado com o México. O que nos faz voltar à velha questão: vale a pena andar com gadgets caros no Brasil?

Quanto a apps, em média o brasileiro instala poucos: apenas 14, dos quais 6 foram usados nos últimos trinta dias. É o segundo menor valor entre todos os países: nos outros, o número médio de apps instalados gira entre 20 e 30. Também somos o país que menos compra apps: apenas 4 em média, empatando com China e Egito.

O objetivo do estudo é saber como os smartphones afetam os consumidores. E há alguns números interessantes aí: por exemplo, dos brasileiros que pesquisam preços no smartphone, 45% compram via computador – em vez do smartphone – e 30% compram em lojas físicas. Ainda não é fácil realizar compras pelo smartphone – está aí mais uma dica pro varejo online.

O estudo cobre 26 países. No Brasil, a Ipsos MediaCT entrevistou mil pessoas de 18 a 64 anos que usam smartphones para acessar a internet. A pesquisa define smartphone como “um celular que oferece recursos avançados, frequentemente com funcionalidades iguais às de um computador ou a capacidade de fazer download de aplicativos”. O estudo completo está no link a seguir: [Our Mobile Planet]