Além de seus 10 Grammys e mais de 50 milhões de cópias vendidas, Taylor Swift tem mais um motivo para se orgulhar: seu nome foi dado a um piolho de cobra — que, apesar do nome pouco atrativo, é um bicho bastante importante para a natureza.

Também conhecidos como milípedes de garra torcida, esses animais são decompositores de mão cheia. Em resumo, eles se alimentam de folhas e outros materiais vegetais encontrados no chão das florestas, triturando os resíduos orgânicos e excretando adubo.

Pesquisadores da Universidade Virginia Tech, nos EUA, passaram cinco anos coletando e classificando milípedes. Neste intervalo, os cientistas juntaram mais de 1.800 indivíduos, recolhidos tanto em estudos de campo quanto de coleções de universidades e museus.

As amostras ajudaram a identificar incríveis 17 novas espécies de piolho de cobra, que estão descritas na revista científica ZooKeys. Uma dessas novas espécies, encontrada no estado americano do Tennessee, recebeu o nome de Nannaria swiftae, em homenagem à Taylor Swift. 

Derek Hennen, que liderou o estudo, explicou a escolha em comunicado: “A música dela me ajudou a superar os altos e baixos da pós-graduação. Então, nomear uma nova espécie de milípede em homenagem a ela é minha maneira de agradecer”.

Achar esses pequenos seres na natureza não foi tarefa fácil. Os milípedes preferem ambientes próximos de rios e córregos e gostam de viver sob o solo. Os animais analisados no estudo variam entre 18 e 38 mm de comprimento, podendo apresentar coloração marrom caramelo ou mesmo preto com manchas brancas, vermelhas ou laranjas. Os machos possuem garras pequenas, torcidas e achatadas nas patas anteriores – o que justifica o nome.

Taylor Swift não foi a única homenageada da história. A esposa de Hennen também teve seu reconhecimento, e está agora eternizada na biologia pela Nannaria marianae. Outras espécies de piolho-de-cobra foram nomeadas com base em árvores observadas pelos cientistas durante a coleta.