Se você tuitou nos últimos três anos e meio, provavelmente está neste mapa. Um artista de dados chamado Eric Fischer passou os últimos anos encarando a tarefa de Sísifo de mapear todo tweet com marcação de geolocalização. Recentemente, ele publicou o resultado dessa saga: um belo mapa de luz de de 6,3 bilhões de tweets.

Fischer, que trabalha na startup de mapas MapBox e já fez algumas coisas bem bacanas no assunto, usou quase quatro anos de dados da API do Twitter para fazer o mapa. Ele dá uma descrição detalhada de como foi esse processo num post em seu blog e explica como nós devemos interpretar os dados. Por exemplo, se 300 pessoas tuítam da mesma localização exata, o mapa desenha apenas um ponto — não faria sentido colocar 300 pontos um sobre o outro. Para se livrar de duplicatas, o mapa final é extraordinariamente grande: ele diz que são “aproximadamente três terabytes de JSON comprimidos.”

Você não consegue colher muitas informações do mapa —afinal de contas, é essencialmente uma fotografia massiva de anos de uso de Twitter, que não mostra nada como mudança ao longo do tempo ou algo do tipo—, é um belo e fascinante projeto. É particularmente legal quando você dá zoom em retratos da infra-estrutura das cidades. Aqui está uma imagem do aeroporto JFK, com os terminais claramente destacados pelos tweets:

mapa de tweets 1

Ou os tweets aquáticos, que mostram neste detalhe onde as balsas partem de Manhattan para outras partes da cidade:

mapa de tweets 2

Outro detalhe interessante que está na explicação é o fato de que Fischer viu o Twitter evoluir nos últimos quatro anos: ele diz que, no começo, os usuários geravam cerca de 3 milhões de tweets com marcação de geolocalização por dia. Agora, eles geram cerca de 10 milhões por dia, ou 120 por segundo. Quer saber quanto vamos gerar nos próximos quatro anos? Você pode ver toda a jornada e aprender como fazer seu próprio mapa lá no MapBox. [MapBox]