O Airbnb poderia ser mais um site de aluguel de residência. A Moovel, outra aplicação de car sharing qualquer. Mais um entre tantos outros. Mas não; são casos de sucesso para muitas startups começando por aí. Não apenas por serem inovadores no projeto como também pela forma de executar o que se propõem: diferentemente da concorrência, Airbnb e Moovel deixaram claro que sabem tirar proveito da nuvem. Nenhuma das duas empresas têm setores de TI e equipamentos de infraestrutura in-house.

Ao externalizar essas funções, elas buscaram as melhores formas de utilizar os seus recursos baseados em cloud computing (ou nuvem, como gostamos de falar por aqui) e entenderam que reavaliar constantemente os métodos utilizados em cada etapa do negócio é crucial para se manterem inovadoras, até mesmo disruptivas. Por isso, eles fazem parte das chamadas empresas born on the cloud (nascidas na nuvem, em tradução livre).

Um exemplo de benefício das empresas born on the cloud é a escalabilidade automática, um recurso oferecido pela capacidade de gestão de um servidor na nuvem. Dessa maneira, não é preciso configurar manualmente novos servidores em casos de picos de uso. Essas aplicações born on podem oferecer acesso a um grande número de pessoas simultaneamente, o que pode significar um aumento na produtividade da empresa como um todo.

Além disso, em períodos de baixo uso, não existe perda de investimento, já que a infraestrutura pode ser ajustada para consumir menos capacidade de processamento, consequentemente custando menos para a empresa.

Novos aplicativos criados em companhias com representantes de vendas ou algum tipo de funcionário que está sempre on the go – trabalhando remotamente – devem ser desenvolvidos de forma on the cloud. Isso porque muitos deles precisarão funcionar bem em smartphones e tablets (e podem ser acessados por diversas pessoas de uma só vez).

Como ser migrated to the cloud?

Descritas as vantagens, você deve estar se perguntando: como eu faço para migrar a minha aplicação para a nuvem? Depende do caso. Uma opção é transferi-la para uma plataforma na nuvem e reescrevê-la de maneira que ela se beneficie dos recursos exclusivos do cloud computing. Muito embora possa levar algum tempo e precisar de investimento, essa iniciativa pode ser vista como uma forma de aumentar a produtividade da empresa a médio prazo.

Antes de migrar ou mesmo de escolher um provedor de TI, é preciso decidir quais aplicações vão para a nuvem (e por qual motivo) com uma visão holística do negócio. O ideal é começar a migração de workload que não seja de extrema importância. Dessa forma, é possível ganhar tempo e experiência com a nuvem antes de colocar algo crucial no ar. Vale notar que programas com solicitações frequentes de I/O precisam que a equipe de implementação tenha um certo nível de intimidade com a nuvem.
Outra possibilidade é praticar o desapego e trocar a sua aplicação por um serviço de software na nuvem (SaaS). Nesse caso, não há a necessidade de conhecimento específico dos usuários. A interface em que trabalharão é exatamente a mesma, porém, em vez de haver uma licença para uso do produto que será de propriedade da empresa, haverá a contratação do mesmo produto com a modalidade de pagamento de acordo com o consumo.

Uma terceira abordagem é adotar uma plataforma de desenvolvimento na nuvem (PaaS). Com isso, as novas aplicações da sua empresa já podem ser born on the cloud, escaláveis e menos onerosas do que as que rodam nos seus servidores. Aqui, a flexibilidade é maior e a necessidade de trabalho por parte dos desenvolvedores é menor do que a exigida em uma solução de IaaS.

A implementação na nuvem é a única tarefa que pode exigir longas horas de trabalho dos desenvolvedores ao lidar com uma aplicação em cloud computing. Por isso, é importante optar por uma fornecedora de TI que tenha suporte para o seu ambiente de desenvolvimento. Se possível, escolha aquela que também oferece um pacote de aplicações open-source livre de direitos proprietários para que o processo de implementação seja ainda mais indolor para a equipe da sua empresa.

Este último ponto também é importante para que a vendedora não “amarre” a sua aplicação na nuvem dela. Outro detalhe para ficar atento na hora de contratar uma fornecedora de cloud é o nível de configurabilidade que ela oferece. Eventualmente, sua companhia pode precisar personalizar tecnologias de alguma maneira.

Escolher qual é a melhor abordagem de levar os recursos das empresas born on the cloud para a sua empresa requer análise e pensamento estratégico. Mas o movimento certo pode fazer a diferença no mercado.