Desafiada pela alta no preço do combustível e a diminuição das reservas de petróleo, a Marinha norte-americana está reconstruindo a si mesma com uma frota verde. O USS Makin Island é o garoto-propaganda dessa reestruturação, cortando o consumo de combustível pela metade com um motor reformulado.

O USS Makin Island é o oitavo e último Navio de Assalto Anfíbio classe-WASP da armada dos EUA e o segundo a emprestar o nome da famosa incursão americana à ilha dominada pelo Japão durante a II Guerra Mundial. Entretanto, no geral é aqui que as similaridades entre o Makin Island e seus navios-irmãos terminam. Diferente de outras embarcações classe WASP, que dependem da antiquado energia a vapor, o Makin Island traz um sistema de propulsão híbrido-elétrico de ponta.

O Makin Island é equipado com uma dupla de turbinas a gás LM2500+ da General Electric, um par de motores elétricos e seis geradores a diesel. Os trabalhos de propulsão são divididos entre as turbinas a gás e os motores elétricos a diesel, chamados motor de propulsão auxiliar (APM), com aquele sendo usado para viagens em alta velocidade (ele chega a 25 nós) e o último para manobras em baixa velocidade (qualquer coisa abaixo de 12 nós). Os motores elétricos são usados em cerca de 70% do tempo (eles são mais eficientes no uso do combustível e geram menos emissões) e as turbinas a gás, ativadas com moderação, o que reduz o consumo de combustíveis fósseis pela metade. Durante os sete meses da sua viagem inaugural, na qual ele circunavegou a Terra levando 1200 fuzileiros e 1000 oficiais da Marinha norte-americana, 29 helicópteros e 6 caças Harrier, o USS Makin Island queimou apenas US$ 15 milhões dos US$ 30 milhões que tinha disponível para custos com combustível. Na média, o Makin Island usa pouco mais de 56 mil litros de combustível em um dia, contra 132~151 mil litros consumidos pelo seu velho motor a vapor. A Marinha espera economizar algo em torno de US$ 250 milhões em gastos com combustível ao longo de toda a vida útil do navio.

Além disso, o novo APM permite que o Makin Island entre em operação mais rapidamente, pede uma tripulação mais enxuta para funcionar e pode permanecer mais tempo ativo do que seu equivalente movido a vapor. Veja, a propulsão a vapor convencional pode exigir até três dias para dar uma partida a frio e sair — o APM requer apenas 60 segundos. Enquanto um motor convencional a vapor precisa de uma tripulação de 25 membros para ser operado, o APM pede apenas 11. Melhor ainda, o APM é fortemente automatizado e apresenta 32 centrais de controle espalhadas ao longo do navio, então se uma área ou motor é danificado ou destruído, a tripulação ainda pode se mover. E uma vez que o Makin Island chegue ao seu destino e posicione suas forças, seus motores elétricos o deixa ficar “parado na estação” por quase duas vezes mais tempo do que se fossem os movidos a vapor.

“Nossos marinheiros e fuzileiros tiveram êxito em todas as missões do nosso histórico posicionamento inaugural em suporte às estratégias marítimas da nação”, disse o comandante do Makin Island, Capitão Cedric Pringle. “Como a primeira plataforma de testes operacional da Marinha para este sistema de propulsão híbrido-elétrico, nossa eficiência em combustível aumentou diretamente a nossa capacidade de operar por mais tempo. Além disso, nossas economias significativas com combustível, combinadas com as lições aprendidas, servirão como uma sólida fundação para otimizar este navio, bem como os atuais e futuros projetos de navios. O valor do nosso primeiro posicionamento estratégico continuará a crescer, enquanto avaliamos refinamentos exigidos nos subsistemas de engenharia, treinamento e suporte logístico.”

Embora o Makin Island seja o navio mais avançado de sua categoria, ele é uma prévia dos novos Navios de Desembarque Anfíbios classe-LHA que irão finalmente substitui-lo. O sistema de controle de última geração, os sistemas de proteção contra incêndio com vapor d’água e os sistemas de controle e comandos avançados a bordo do Makin Island finalmente encontrarão seu lugar na próxima frota. O único problema que o USS Makin Island enfrenta agora é encontrar uma porta onde possa se conectar. [US NavyNavysiteCNetWikipediaImagem: Northrop Grumman Shipbuilding, Gulf Coast]