Médicos americanos usaram impressão 3D para reconstruir a orelha de uma paciente com microtia – um tipo de malformação congênita. A mulher, uma mexicana de 20 anos, havia nascido com a orelha direita pequena e deformada. 

O implante foi produzido pela empresa 3DBio Therapeutics, que tem sede nos Estados Unidos. Os cientistas usaram como base as células da cartilagem da própria paciente, e então moldaram a peça de acordo com o tamanho e formato da orelha oposta. Veja o resultado:

Orelha
Jovem de 20 anos tem orelha reconstruída por impressão 3D. Imagem: Microtia-Congenital Ear Institute e 3DBio Therapeutics/Reprodução

O procedimento faz parte de um ensaio clínico da empresa. Outras 11 pessoas devem ter a orelha reconstruída por impressão 3D em clínicas de Los Angeles e do Texas. Assim, os pesquisadores poderão medir a segurança do método e também o nível de satisfação dos pacientes. 

No futuro, a abordagem poderá substituir técnicas atuais consideradas invasivas, que envolvem a retirada de cartilagem da costela, por exemplo. O procedimento não é puramente estético, já que a cartilagem do ouvido externo ajuda a canalizar os ruídos para o ouvido médio e interno, que gerencia o processamento do som. 

A estrutura da orelha é cartilaginosa e avascular, ou seja, não tem vasos sanguíneos. Isso torna sua bioimpressão mais simples do que de outros órgãos. 

Os pesquisadores esperam expandir o tratamento para outras partes do corpo. A reconstrução de defeitos nasais ou mesmo aquela feita após a mastectomia preventiva ou em pessoas com tumores entram nessa lista de interesse.