Quando você pensava que as árvores estavam esquecidas, eis que as construções de madeira voltam. A Skidmore Owings & Merrill, a empresa por trás da Sears Tower, One World Trade Center e muitos outros prédios altíssimos quer construir um arranha-céu de 42 andares feito de madeira.

Isso não significa um retorno a técnicas medievais de arquitetura, e sim um casamento entre a tecnologia contemporânea e materiais renováveis que são muito melhores para o planeta do que o aço. Mas pode significar uma mudança radical na indústria da arquitetura. “Esta é a primeira nova forma de construir em mais de um século”, diz Michael Green, que falou sobre arranha-céus de madeira no ano passado. “Vai demorar um tempo até encontrarmos a melhor forma de fazer isso”, ele explica ao New York Times.

Os benefícios ambientais estão claros. Fabricar aço e concreto exige muita energia e libera uma enorme quantidade de dióxido de carbono na atmosfera. A madeira não é apenas um processo que exige menos energia, ela também sequestra o carbono. E ainda economiza tempo: usar madeira significa prédios sendo construídos com muito mais velocidade já que as partes podem ser pré-montadas em uma fábrica e enviadas ao local de construção com facilidade. Descobrir como criar prédios de madeira mais resistentes pode ajudar na construção em países em desenvolvimento e com recursos limitados. A madeira mudaria muita coisa.

Eu sei exatamente o que você vai dizer, mas não se preocupe: ele não vai queimar. Engenheiros afirmam que essas estruturas de “madeira maciça” podem ter os mesmos padrões de prédios tradicionais.

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Arquitetos realmente apostam em um renascimento da madeira. Green está trabalhando em uma torre de madeira de seis andares (acima) em British Columbia. Neste ano, a empresa C. F. Møller, da Suécia, anunciou planos para criar uma torre residencial de 34 andares (imagem de topo). E os arquitetos por trás de um conceito chamado Big Wood anunciaram as intenções de construírem um arranha-céu de madeira em Chicago.

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Um dos prédios de madeira mais altos da atualidade é o Murray Grove, um prédio residencial de nove andares em Londres projetado por Waugh Thistleton. A estrutura usa um método chamado Cross Laminated Timber (CLT) onde folhas de mateira – neste caso, espruces – são empilhadas e laminadas. A força está na alternância da direção da madeira em cada camada. Essas folhas podem ser cortadas precisamente em uma fábrica e enviadas diretamente para o local de construção.

 

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O projeto do SOM (que você pode baixar em PDF) é um pouco diferente. Eles querem usar um material diferente para as colunas chamado madeira laminada colante, e CLT para os pisos e paredes. Eles também usam um pouco de concreto para adicionar suporte extra. Nos estudos, o pessoal do SOM usou um prédio já existente criado por seus arquitetos em 1966, os apartamentos Dewitt-Chestnut em Chicago, reimaginando-o com a nova construção em madeira. [New York Times]