Metaverso é o termo que especialistas em tecnologia usam para definir a construção de um universo virtual que deverá funcionar como “a próxima versão da internet”. O nome, apesar de não ter sido criado pelo Facebook, vem sendo amplamente usado pela empresa — que, inclusive trocou de nome para Meta só para assumir de vez sua imersão nesse universo.

Só que o “pai” do metaverso diz não ter qualquer ligação com essa apropriação.

O escritor Neal Stephenon criou o conceito de metaverso ainda na década de 1990, quando escreveu seu romance de ficção cientifica “Snow Crash” (Nevasca), de 1992. Agora, quase 30 anos depois, esse mesmo autor se depara com a popularização do conceito graças as novas ambições do Facebook.

Apesar da coincidência, Stephenson fez questão de comentar sobre o assunto em sua conta no Twitter. O autor afirmou que não tem nenhuma relação com o metaverso do Facebook e que a empresa nem ao menos falou com ele sobre a escolha do nome.

“Já que parece haver cada vez mais confusão em relação isso, vamos lá: eu não tenho nada a ver com nada que o FB esteja fazendo envolvendo o Metaverso, exceto o fato óbvio de que eles estão usando um termo que criei em Snow Crash. Não houve comunicação entre mim e o FB e nenhuma parceria de negócios”, disse.

Em uma entrevista à revista Vanity Fair em 2017, Stephenson disse que estava apenas “inventando alguma merda” para seu romance quando criou o Metaverso. E o conceito não foi o único em Snow Crash que lhe rendeu a reputação de um vidente técnico.

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O designer do Google Earth, Avi Bar-Zeev, disse ter se inspirado nas ideias de Stephenson e até tentou fazer com que o autor visitasse seu escritório quando ele estava trabalhando no Keyhole, um pacote de aplicativos que mais tarde serviu de base para a tecnologia de mapeamento do Google.

O Metaverso que Stephenson criou em seu livro é literalmente o mesmo que vem evoluindo para acomodar os espaços digitais e acabou fomentando a ideia do Facebook. Então, se você é um fã de realidade aumentada e das possibilidades do metaverso, agradeça a Stephenson — não a Mark Zuckerberg.