De acordo com um novo estudo da Oxfam, o que os dez maiores bilionários do mundo ganharam desde março de 2020 seria “mais do que suficiente para garantir que ninguém na Terra caia na pobreza por causa do vírus”.

O estudo da Oxfam não apenas descobriu que os 1.000 bilionários do topo recuperaram, em média, quase toda a sua riqueza pré-pandêmica, mas, como tem sido relatado várias e várias vezes, o topo do topo acumulou dezenas de bilhões a mais do que seus recordes anteriores.

O Bloomberg Billionaires Index mostra que a riqueza de Elon Musk quase quintuplicou, de um recorde histórico de US$ 41 bilhões em fevereiro para uma soma atual de US$ 202 bilhões. Jeff Bezos também: seu recorde pré-pandemia era de US$ 164 bilhões e seu patrimônio atual é de US$ 192 bilhões. Bill Gates foi de US$ 120 bilhões para US$ 133 bilhões. Em outubro, o Swiss Bank atribuiu grande parte do aumento das fortunas ao boom do mercado de ações.

O estudo da Oxfam enfatiza que a desigualdade econômica afeta desproporcionalmente negros, mulheres, povos indígenas e populações marginalizadas em todo o mundo. Ao mesmo tempo, algumas pessoas, principalmente homens brancos, estão lucrando com esses problemas. Aqui estão apenas algumas descobertas típicas (grifo meu):

  • “A riqueza total [dos bilionários] está agora em US$ 11,95 trilhões, o que é equivalente ao que os governos do G20 gastaram em resposta à pandemia.”
  • “Em setembro de 2020, Jeff Bezos poderia ter pago a todos os 876.000 funcionários da Amazon um bônus de US$ 105.000 e ainda continuaria tão rico quanto era antes da pandemia.”
  • O aumento da riqueza dos 10 bilionários mais ricos “é mais do que suficiente para garantir que ninguém na Terra caia na pobreza por causa do vírus”.
  • “As vendas mundiais de jatos particulares dispararam quando as viagens comerciais foram proibidas.”
  • “Uma perda catastrófica de renda sem qualquer proteção levou a uma explosão de fome. Estima-se que pelo menos 6.000 pessoas morreram todos os dias de fome relacionada ao COVID-19 até o final de 2020.”

Embora alguns tenham feito doações substanciais, a filantropia seletiva não resolve o problema: afinal de contas, eles contam com mais dinheiro do que um punhado de nações. A Oxfam avisa que pode levar mais de uma década para que o restante de nós, especialmente os mais pobres, se recupere.