O Pix chegou no ano passado e vem se firmando como um dos métodos preferidos do brasileiro na hora de fazer transferências — representando até 80% das transações bancárias. Afinal, ele é compatível com praticamente todos os bancos, oferece transações instantâneas e é muito simples e fácil de usar — além de, claro, ser gratuito.

Além de ser uma óbvia alternativa a TEDs e DOCs, as caras transferências entre diferentes bancos, o Pix tem potencial para se consolidar como um meio de pagamento complementar aos boletos. Algumas empresas já estão explorando essa possibilidade.

Compras

A Americanas.com, o Submarino e o Shoptime (todas do grupo B2W) já oferecem o Pix como forma de pagamento ao fechar uma compra. O sistema gera um QR code com o valor do pedido e basta escaneá-lo com o aplicativo do seu banco. Infelizmente, não há desconto, como costuma acontecer com boletos, por exemplo.

A Americanas também vem testando o Pix como forma de pagamento em suas lojas físicas — a promessa é que a opção esteja disponível em 1.700 pontos de venda. Outra rede de lojas que está testando a novidade é o McDonald’s: alguns totens de autoatendimento das lanchonetes já contam com a opção, que mostra um QR code na tela.

Além disso, as principais empresas de maquininhas de cartão já estão preparadas para fazer vendas pelo Pix. Cielo, Getnet, Rede, Stone e PagSeguro oferecem essa opção.

Serviços de transporte

A Uber foi uma das primeiras empresas a aderir ao Pix como forma de pagamento. A opção está disponível desde novembro de 2020 e permite colocar saldo no Uber Cash. Também é possível recorrer ao Pix para pagar pedidos feitos no Uber Eats. Não dá para pagar uma única corrida usando o método, porém.

Outra empresa a aderir à novidade foi a Buser, que oferece viagens entre cidades usando ônibus fretados. É possível comprar sua passagem e optar pelo Pix nas formas de pagamento.

Taxas e impostos

A Guia de Recolhimento da União, também conhecida como GRU, já pode ser paga com Pix, desde que a entidade ou órgão faça parte da plataforma PagTesouro. Atualmente, IBGE, Inpi, Anac, Mapa, Anvisa e ANTTaderiram ao sistema. No futuro, a expectativa é que a aceitação se expanda para pagamentos de taxas de passaporte e inscrições em vestibulares, entre outros usos.

Contas de luz e celular

O Banco Central e a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) firmaram um convênio para permitir que contas de luz sejam pagas usando o Pix. A adesão, porém, fica a cargo das empresas.

A Neoenergia (que atua em Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, São Paulo e Mato Grosso do Sul) já adotou a tecnologia, e CPFL (São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul) e Enel (Rio de Janeiro, Goiás, São Paulo e Ceará) também planejam oferecer essa opção.

Contas e recargas de celular também podem ser pagas usando a nova forma de pagamento, mas as opções variam de operadora para operadora. Na Vivo, é possível fazer recarga com o Pix e ganhar bônus na primeira vez.

Já na TIM, todas as faturas podem ser pagas usando o novo método usando o app Meu TIM. Também é possível recarregar com Pix pelo app, pelo WhatsApp e pelo site da operadora.

Por fim, a Claro também oferece a opção de pagar faturas de planos controle e pós de celular usando o Pix.

Vem mais por aí

Apesar de todas essas implementações do Pix, um recurso oficial para que ele se torne uma opção sólida aos boletos está a caminho. É o Pix Cobrança, que teve seu lançamento adiado para março de 2021 pelo Banco Central. Com o novo recurso, será possível fazer pagamentos em datas futuras — atualmente, o Pix só funciona com pagamentos imediatos.