Em cartaz nos cinemas do mundo todo, “Pânico 5” já ultrapassou até mesmo o queridinho “Homem Aranha 3” em números de bilheteria. O longa faz um ótimo trabalho ao traçar paralelos entre a trama atual e a história do primeiro Pânico, lançado em 1996. O que muitos fãs não sabem é que, o primeiro filme foi levemente inspirado em uma história real — e muito aterrorizante, diga-se de passagem. 

“Pânico 5” traz de volta alguns dos personagens mais queridos da franquia, como Sidney Prescott e Gale Weathers. Além disso, introduz novas figuras no elenco, como Melissa Barrera, Jenny Ortega e Dylan Minnette. E assim como nos filmes anteriores, todos os personagens tentam escapar da fúria assassina de Ghostface, um dos serial killers mais famosos da história do cinema.

 

Como destaca o jornal Metro, a franquia nasceu após o roteirista Kevin Williamson descobrir, enquanto trocava os canais da TV, um caso criminal chocante de Gainesville, cidade na Flórida, EUA, em meados dos anos 1990. 

Em agosto de 1990, a pacata cidade de Gainesville foi aterrorizada por uma série de mortes violentas. Sonja Larson, Christine Powell, Christa Hoyt, Tracey Paules e Manny Taboada foram brutalmente assassinadas em seus apartamentos em um período de menos de uma semana.

Todas as vítimas foram esfaqueadas até a morte. Um exemplo da brutalidade foi que uma das vítimas teve seus mamilos cortados e sua cabeça decepada em uma prateleira no quarto. As pessoas estavam tão apavoradas que, na época, uma estudante da Universidade da Flórida contou à Associated Press que estava dormindo com uma faca na noite após um dos homicídios.

Porém, do nada, os assassinatos pararam. Dias depois, a polícia anunciou a prisão de um suspeito, um rapaz de 18 anos chamado Edward Lee Humphrey. Ele vivia no mesmo complexo de apartamentos em que duas vítimas foram mortas. Um dos vizinhos alegou que o suspeito tinha uma obsessão por uma delas. 

Entretanto, a prisão de Humphrey não aconteceu por conta das mortes, e sim pela suspeita de que ele estava agredindo sua avó. Depois, o rapaz foi internado em um hospital psiquiátrico e foi considerado impróprio para ir a julgamento, com a alegação de que ele sofria de problemas mentais.

O verdadeiro assassino foi descoberto logo depois: Danny Rolling, de 36 anos. Ele já era suspeito da morte de Julie Grisson, uma mulher esfaqueada até a morte junto com o pai e o filho, de maneira semelhante aos Assassinatos de Gainesville.

Ele foi apreendido pela polícia após sofrer um acidente de carro tentando fugir das autoridades e, eventualmente, acabou confessando os casos.

Após um longo processo judicial, Rolling confessou ter estuprado várias vítimas, cometido três assassinatos e tentado matar o próprio pai. No total, o suspeito admitiu responsabilidade sobre a morte de 8 pessoas, e foi condenado à pena de morte pelos assassinatos de Gainesville. O assassino foi executado em 2006.