Ao falar em dinossauros, logo nos vem à mente animais vigorosos e imbatíveis. Porém, estes animais não eram fortes cem por cento do tempo.

Um estudo recente publicado na revista Scientific Reports mostrou que, assim como os humanos, os dinossauros também enfrentavam sintomas de gripe. 

A conclusão veio após a análise de ossos fossilizados de Dolly, um saurópode que viveu na região conhecida hoje como Montana, nos EUA, há cerca de 145 milhões de anos. As vértebras de seu pescoço alongado traziam caroços curiosos com formato de brócolis. 

Cientistas já haviam identificado dinossauros com câncer, gota e até mesmo infecções por ferimentos, mas aqueles sinais eram novidade. Os pesquisadores perceberam que as protuberâncias estavam localizadas em regiões que teriam se ligado a sacos aéreos que compunham o sistema respiratório do animal.

Comparações com aves e répteis modernos levaram os paleontólogos a crer que Dolly enfrentou uma infecção fúngica semelhante à aspergilose. Essa é uma doença respiratória que pode levar a infecções ósseas, como a observada no dinossauro com gripe. 

Dolly morreu quando tinha entre 15 e 20 anos. A aspergilose é uma doença que, quando não tratada, pode ser fatal em pássaros. Porém, não é possível afirmar se essa foi a causa da morte do dinossauro. 

De toda a forma, a infecção não parece ter sido tranquila. Os caroços não ultrapassavam um centímetro de altura, o que significa que o pescoço de Dolly não inchou. Por outro lado, o dinossauro pode ter tido sintomas semelhantes à gripe ou pneumonia, envolvendo febre, tosse, focinho escorrendo, espirros e até mesmo perda de peso.

Aves modernas costumam contrair infecções quando submetidas a situações precárias, em que ficam aglomeradas. O ambiente quente e úmido da antiga Montana, combinado ao período de reprodução dos dinossauros, pode ter contribuído para que Dolly respirasse esporos dos fungos no ar ou pegasse a doença de outro membro do rebanho.