Foram sete meses de viagem e muitos dias de altas expectativas para a chegada do rover Perseverance em Marte. Agora, é oficial: o rover da Nasa conseguiu pousar com segurança no Planeta Vermelho e passa bem.

A agência espacial norte-americana começou a transmitir o evento de descida do rover por volta das 16h15 (horário de Brasília) desta quinta-feira (18). O pouso foi confirmado às 17h55, mas o evento real deve ter acontecido um pouco antes, já que os sinais de rádio levam aproximadamente 11 minutos para chegar até à Terra.

A Perseverance penetrou a atmosfera de Marte a uma velocidade de cerca de 19.500 km/h, sendo que o escudo térmico da espaçonave precisou suportar temperaturas de até 1.300 graus Celsius. Felizmente, o paraquedas de 21,5 metros também conseguiu se desenrolar sem problemas, permitindo que a rover desacelerasse abruptamente para 1.600 km/h durante o estágio de descida.

Por fim, a fase final foi o pouso na cratera Jezero. Com 45 quilômetros de largura, a cratera apresenta colinas, campos rochosos, dunas, entre outros riscos que poderiam ameaçar o sucesso da missão. Graças à ferramenta Terrain-Relative Navigation, no entanto, o rover conseguiu calcular com precisão o local exato do pouso em relação ao solo.

Já no momento de pouso, a Perseverance divulgou as primeiras imagens de Marte. Confira:

Os “sete minutos de terror” foram assim batizados devido à quantidade de coisas que poderiam dar errado durante o pouso. Afinal, cerca de 60% de todas as missões ao nosso planeta vizinho já haviam falhado.

Durante a transmissão, a equipe envolvida da Perseverance falou sobre como a rover acabou recebendo um nome tão apropriado, visto que eles tiveram que “perseverar” para continuar trabalhando na missão mesmo com a pandemia de Covid-19.

Com a mais recente conquista da Nasa, a Perseverance se tornou a quinta a chegar ao Planeta Vermelho, junto com Sojourner, Spirit, Opportunity e Curiosity. Em relação aos seus predecessores, a Perseverance recebeu alguns upgrades. Além de ser três vezes mais rápido que a Curiosity, os algoritmos do software da nova sonda também foram otimizados e ela conta com braços robóticos capazes de, não apenas manusear as amostras coletadas em Marte, como também inseri-las em tubos, selar esses tubos e armazená-los para a viagem de volta à Terra.

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De acordo com a equipe, as amostras serão deixadas pela Perseverance na superfície de Marte para que uma outra sonda da Agência Espacial Europeia (ESA) colete e transporte as rochas para a Terra por volta de 2026. Um dos principais objetivos da equipe é encontrar sinais de vida extraterrestre.

O cronograma parece longe, mas nos próximos dias, já podemos esperar uma série de atualizações e imagens fornecidas pela Perseverance. Além disso, enquanto esperamos as novidades, uma das promessas para nós aqui na Terra é de ouvirmos pela primeira vez os sons do Planeta Vermelho. Quem sabe algum dia poderemos ouvir isso ao vivo.