Uma das principais desvantagens dos CDs em relação a outros tipos de mídia é que os dados guardados neles são apagados conforme o tempo passa. Aquela sua coleção de CDs formada na virada do milênio pode não ter mais utilidade nenhuma, e o motivo disso é um grande mistério.

A Biblioteca do Congresso dos EUA quer descobrir o que exatamente faz com que os CDs percam seus dados com o passar do tempo, e, segundo o The Atlantic, seus pesquisadores estão destruindo diversos discos para tentar entender todo o processo de envelhecimento deles.

Os pesquisadores, liderados por Fenella France, querem descobrir qual é a melhor forma de armazenar os discos para que eles fiquem nos catálogos de bibliotecas. Eles pegam discos com o mesmo conteúdo e fazem com que eles passem por testes diferentes. Algumas cópias serão expostas a temperaturas de 80 graus Celsius e umidade relativa de 70% por horas, enquanto outras são simplesmente guardadas de maneiras convencionais.

Mas a tarefa não é exatamente simples, e as causas do envelhecimento podem vir de diversos fatores. Segundo France, os “formatos modernos” de CDs foram desenvolvidos para produção em massa, e não para durabilidade – especialmente em CDs graváveis. Aquela coletânea que você gravou com o melhor do verão de 2001 provavelmente foi apagada muito antes do que outros discos. Colar uma etiqueta ou usar uma caneta para escrever algo na superfície do CD também pode contribuir para seu envelhecimento – e, aparentemente, ter cuidado com a sua superfície é mais importante do que evitar que a parte inferior fique cheia de riscos.

Os CDs ainda são o formato de música mais vendido no Brasil, mas é inegável que eles estejam com os dias contados. A pesquisa da Biblioteca do Congresso dos EUA não quer reverter isso, e sim encontrar uma maneira de arquivar discos sem que o conteúdo deles seja apagado. Assim, as futuras gerações podem ter como acessar todas as informações gravadas neles. [The Atlantic via Engadget, The VergeFoto via Emanuele Galetto/Flickr]