Uma nova pesquisa do Reino Unido reforça a crença de como as pessoas vacinadas com as duas doses estão protegidas da variante Delta do coronavírus. Com base nos dados de monitoramento constante, os pesquisadores estimam que as vacinas desenvolvidas pela Pfizer/BioNTech e Oxford University/AstraZeneca são 50% a 60% eficazes na prevenção da infecção pela Delta, incluindo casos assintomáticos. Porém, embora as descobertas indiquem que elas ainda podem limitar a transmissão, elas também refletem uma queda substancial em sua capacidade de prevenir a infecção em comparação com as cepas anteriores.

Os novos dados são cortesia do estudo REACT-1, um projeto em andamento liderado por pesquisadores do Imperial College London para monitorar a propagação da pandemia no Reino Unido. Como parte do estudo, os voluntários foram recrutados aleatoriamente e fizeram testes regularmente para detectar o vírus. Em uma última rodada, isso envolveu cerca de 100 mil pessoas. É preciso ressaltar que a Delta já se tornou a cepa dominante em circulação no local.

Segundo os cientistas, cerca de 0,63% dos voluntários foram infectados, ou uma em cada 158 pessoas. Mas aqueles que foram vacinados com as duas doses tiveram três vezes menos probabilidade de teste positivo do que os não vacinados. Com base nesses dados, os cientistas estimam que completar o esquema vacinal proporciona uma eficácia entre 50% e 60%. Os resultados são diferentes de outros estudos porque essas análises contabilizam toda e qualquer infecção causada pelo vírus, incluindo as assintomáticas.

Algumas pesquisas recentes sugeriram que a Delta tem maior probabilidade de atingir pessoas vacinadas e que as pessoas vacinadas infectadas podem ter uma carga viral semelhante às pessoas não vacinadas, levantando temores de que elas possam ser tão contagiosas quanto as não vacinadas. Mas essa nova pesquisa mostrou que as pessoas vacinadas tinham cargas virais menores. Enquanto isso, outros estudos já descobriram que, quando infectadas, as pessoas vacinadas eliminam o vírus mais rapidamente, limitando a janela de transmissão.

Unir todos esses dados nos dá um bom sinal de que os imunizantes ainda reduzem significativamente as chances de alguém espalhar o vírus para outras pessoas. Ao mesmo tempo, a Delta assusta, pois a eficácia das vacinas caem. Isso porque as de mRNA da Pfizer e Moderna, em particular, foram feitas para prevenir mais de 90% de todas as infecções. Portanto, embora elas estejam resistindo aos piores efeitos da variante, o melhor cenário não está sendo alcançado.

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“Essas descobertas confirmam nossos dados anteriores, mostrando que ambas as doses de uma vacina oferecem uma boa proteção contra a infecção. No entanto, também podemos ver que ainda há risco de infecção, já que nenhuma vacina é 100% eficaz, e sabemos que algumas pessoas duplamente vacinadas ainda podem ficar doentes com o vírus”, disse Paul Elliott, diretor do programa REACT.

Embora o Reino Unido esteja saindo de seu pico mais recente da pandemia, criado pela Delta, os EUA estão passando por um momento complicado. Estados como a Flórida estão experimentando agora seus níveis mais altos de hospitalizações, enquanto a maioria dos estados está reportando aumentos diários de casos. Pode-se dizer, então, que uma taxa de vacinação regular evitará muitos dos danos potenciais causados ​​pela Delta, mas não todos. É preciso acelerar a imunização e continuar mantendo os cuidados sanitários.