Policiais dos EUA são demitidos por jogar Pokémon GO em vez de atender chamado

A dupla recebeu um chamado para atender um assalto em Los Angeles - mas preferiu desviar a rota para capturar um Snorlax
Pokémon GO
(Foto: Divulgação/The Pokémon Company)

Dois policiais do Departamento de Polícia de Los Angeles foram demitidos após serem pegos ignorando um chamado da radiopatrulha — que alertava sobre um assalto em andamento na região. O motivo por trás da recusa é o que mais chama a atenção: a dupla tentava capturar um Snorlax no Pokémon GO.

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O caso ocorreu em 2017, mas foi revelado apenas agora devido a uma decisão da justiça local. A história foi publicada primeiro pela Vice, que teve acesso a documentos que confirmam a informação.

Como consta em documentos oficiais, os ex-policiais Louis Lozano e Eric Mitchell estavam em uma patrulha em 15 de abril de 2017 enquanto acontecia um roubo em uma loja da Macy’s do shopping Crenshaw Mall, em Los Angeles. As ligações para a polícia começaram a surgir. Isso fez algumas unidades da polícia comparecerem ao local.

Segundo os autos do processo, Louis Lozano e Eric Mitchell inicialmente teriam dito que não ouviram o chamado por conta do barulho. Só que a câmera dentro do carro revelou que os dois, na verdade, falavam sobre Pokémon GO e discutiam a melhor forma de chegar até um Snorlax que apareceu no radar. 

“No caminho para o lugar do Snorlax, o oficial Mitchell avisou o oficial Lozano que um Togetic havia surgido”, consta nos documentos. A dupla de mestres Pokémon, digo, de policiais, capturou o Snorlax e, então, foi até o Togetic. “Nossa senhora, mano. Essa coisa está me fazendo lutar”, disse Mitchell sobre o monstrinho. “Os caras vão ficar com tanta inveja”, arrematou.

Lozano e Mitchell negaram a acusação e alegaram que estavam apenas conversando. Eles tentaram recorrer da decisão, alegando que o sistema de gravação dos veículos não deveria ser usado para monitorar “conversas particulares” de policiais.

Um juiz da Califórnia negou o recurso em janeiro deste ano e, após ser julgada por um conselho, a demissão da dupla foi oficializada. 

Tudo bem que “temos que pegar” é uma frase de efeito. Mas não precisa levá-la ao pé da letra — muito menos quando não houver criminosos na jogada.

Rayane Moura

Rayane Moura

Rayane Moura, 26 anos, jornalista que escreve sobre cultura e temas relacionados. Fã da Marvel, já passou pela KondZilla, além de ter textos publicados em vários veículos, como Folha de São Paulo, UOL, Revista AzMina, Ponte Jornalismo, entre outros. Gosta também de falar sobre questões sociais, e dar voz para aqueles que não tem

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