E se você usa o Bing ou Yahoo, não escapa disso: os sites de busca viraram uma “memória externa” do nosso cérebro. Quando nós sabemos que encontrar informações será fácil, nós nos preocupamos menos em lembrar delas. É como se parte do seu cérebro estivesse na internet. E isso é muito bom.

Um estudo publicado na revista Science e comandado por Betsy Sparrow, professora da Universidade Columbia (EUA), chega a esta conclusão. Nossa memória já era compartilhada antes mesmo da internet: a teoria da “memória transacional” já existe há 30 anos, e postula que confiamos a outras pessoas informações das quais precisaremos depois. Por exemplo, um casal onde o marido lembra datas importantes, e a mulher lembra nomes de parentes distantes.

Só que a memória transacional, pelo visto, foi para a web:

A pesquisa de Sparrow revela que nós nos esquecemos de coisas que temos confiança em achar na internet. Nós nos lembramos mais de coisas que não estão disponíveis online. E nós somos mais capazes de lembrar onde encontrar algo na internet, do que somos capazes de lembrar a informação em si.

Ou seja, nosso cérebro fica “preguiçoso” quando sabemos que dá pra googlar algo depois. E geralmente, não lembramos da informação em si, e às vezes nem a fonte – mas sabemos como encontrá-la. “Depois acho o link pra você”, como já escutei tantas vezes.

O “efeito Google” reduz sua memória offline, mas deixa você mais capaz de expandir sua memória online. E “somos realmente eficientes”, diz Sparrow. Só não desliguem a internet, por favor. [EFE/Terra; Columbia University via ZDNet]

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