Nós chegamos na situação limite em que comprar um “novo” celular com Android pode significar usar um versão do sistema operacional lançada há 18 meses. Deve existir um jeito de melhorar isso, não?

Enquanto descobrimos hoje que a Motorola não irá atualizar o Milestone para a versão 2.2 e que nem o Dext nem o Backflip receberão atualizações, ficando presos na versão 1.5, a Dell lançou nos EUA hoje o Aero, versão americana do Dell Mini 3i, também com o jurássico Android 1.5. Eis uma coleção de belos exemplos de como as operadoras estão com problemas para lidar com algo que muita gente sequer sabia que seria tão importante – eles podem culpar o Google, se quiserem, por adicionar e modificar tantas coisas na versão 2.2, mas isso não é coisa que se faça.

A situação nos EUA, por incrível que pareça, é tão estranha quanto a nossa nesse aspecto. Em poucos dias, quatro aparelhos foram lançados com versões diferentes do Android: o Droid X (2.1), Droid 2 (2.2), Dell Streak (1.6) e, hoje, o Aero (1.5).

O problema não é o lançamento em si, mas as explicações estranhas e a demora das atualizações: normalmente, quando uma empresa lança um aparelho rodando uma versão antiga do Android, ela promete com todas as forças que uma atualização chegará em algum momento – como fez a Sony Ericsson com a família Xperia. Mas quando a atualização realmente chegará não depende nem um pouco do usuário, e sim da empresa – ignorando as versões não oficiais, claro. E em alguns casos, como nos aparelhos da Motorola, o destino é cruel: você ficará preso para sempre com a mesma versão antiga de seu sistema operacional. E essa questão se estende para todas as empresas que investiram no Android por aqui – LG, Samsung, Motorola e HTC.

Então, eis o plano. Fabricantes de celulares, assim que um firmware for lançado, parem de lançar aparelhos com versões antigas e atualize o que está no mercado o mais rápido possível. Parem de colocar versões modificadas em cima do Android que mais atrapalham do que ajudam e ainda tornam o processo de atualização mais lento. E – principalmente quando uma nova versão do Android já estiver aberta há alguns meses – usem o tempo necessário para incorporar a última e melhor versão do sistema em seus aparelhos para os consumidores saberem exatamente o que estão comprando. É hora de levar a sério a sincronia entre hardware e software.

O que você pensa? Uma versão mais atual de firmware é fator decisiva de compra se você estiver disposto a pegar um Android?

Ilustração por Sam Spratt.