Se você utilizou computadores com Windows nos últimos dez anos, deve se lembrar da interface diferente do versão 8 do sistema operacional, que apostava em um futuro onde as telas sensíveis ao toque seriam cada vez mais comuns. A aposta não vingou.

Aquele visual com azulejos e alguns recursos escolhidos pela Microsoft na ocasião, não foram muito bem aceitos por grande parte do público. Então, a gigante da tecnologia lançou o Windows 8.1, uma versão lançada para efeitos de correção, com algumas melhorias feitas após análises de coisas que deram errado e do feedback dos usuários. Depois dele, veio um sistema sucessor, que a Microsoft considerava a versão definitiva do sistema operacional.

A ideia dos desenvolvedores era de que não haveria uma nova versão, mas a nova versão seria atualizada constantemente com novos recursos e melhorias. O que intrigou os entusiastas de tecnologia e os usuários foi a forma como esta nova versão do Windows foi batizada. Windows 10.

Mas e o Windows 9?

Os desenvolvedores do Windows 10 defenderam durante o lançamento do sistema que não seria adequado denominar o produto que estavam entregando como Windows 9. No Windows 10, o objetivo da Microsoft foi integrar todo o ecossistema da empresa (computadores, consoles Xbox, Windows Phones) e ter um lugar onde tudo pudesse ser acessado e gerenciado.

Também há informações de que o sistema operacional quase foi chamado de “Windows One”, fazendo uma clara referência ao Xbox One. No entanto, o nome foi descartado para evitar confusões com a primeira versão do sistema o “Windows 1.0”.

A hipótese mais aceita para a Microsoft ter pulado o número “9” é a de que a empresa lançou o Windows 10 para tentar se desvincular, de certa forma, do equívoco do conceito do Windows 8 e mostrar que estava em uma fase nova. E, verdade seja dita, a big tech acertou muito na construção do sistema, tanto que até hoje, mesmo com atualizações gratuitas disponíveis, muitos usuários ainda tem receio de deixar o Windows 10 e fazer upgrade para o Windows 11.