Os MacBook Pros de 2011 são máquinas incríveis. Processadores rápidos, animal na parte gráfica, e novo conector com velocidade absurda. Se você for um profissional que precisa lidar diariamente com vídeos em alta definição no Final Cut Pro, ou imagens gigantescas no Photoshop ou animação 3D no Maya, os novos laptops da Apple vão te deixar muito feliz. Mas se você for um usuário comum, os novos MacBook Pros não foram feitos para você.

Eles não são para você porque maiores, melhores e mais impressionantes marcas nos benchmarks nem sempre significam a melhor coisa para os consumidores. Agora, mais do que nunca, o MacBook Pro é feito realmente para prós.

Rápido já é rápido o bastante

A realidade é que a maioria das pessoas não precisa dessa velocidade monstruosa. Claro, mais velocidade é sempre bom, mas as pessoas não podem digitar mais rapidamente. Elas não podem passear por suas fotos da câmera digital mais rapidamente. Elas não podem editar seus vídeos caseiros e navegar pela web mais rapidamente.

Para consumidores — a base do mercado da Apple atual — o rápido de hoje já é rápido o bastante.

Em vez de mais poder sem sentido, os consumidores preferem máquinas mais espertas e convenientes. Uma máquina rápida o bastante com o menor peso possível, ultra-fino e com uma duração de bateria deliciosamente longa. A tríade da conveniência. O nirvana computacional do consumidor final.

É por isso que máquinas como o MacBook Air fazem tanto sucesso tanto entre o público comum quanto para os entendidos, que estão amando seus Airs porque eles combinam conveniência com a não-a-maior-mas-a-necessária velocidade. Um exemplo é nosso editor Joel Johnson — que faz bastante edição de vídeo. “Eu estou muito feliz [com o MacBook Air de 11″], é muito leve! E é bem rápido para todas as coisas que eu faço”, ele diz, enquanto demonstra como ele abre a tela e tudo já está carregado em poucos segundos. Tom Plunkett, chefe de tecnologia da Gawker e engenheiro de software, também escolheu um MacBook Air de 13 polegadas porque ele atinge o equilíbrio perfeito entre conveniência e velocidade. Essas são pessoas que, anteriormente, escolheriam um MacBook Pro sem pestanejar.

Onde está o laptop do futuro?

Como um usuário comum — que usa bastante o Photoshop, faz ilustrações e edição de imagem — minha maior decepção com os novos MacBook Pros é que eles não são os MacBooks do futuro que eu imaginei, como o próprio Tim Cook sugeriu. O MacBook Air é “o MacBook do futuro sendo vendido hoje”, ele disse.

Para mim, isso significou que hoje eu veria um MacBook Pro de 15 polegadas tão fino quanto um MacBook Air. Muito leve e lindo, com espaço suficiente para acomodar um SSD, um pouco mais de memória e processador e placa de vídeo mais rápidas. Não muito mais rápidas — com velocidade suficiente para fazer a tela HD de 15 polegadas funcionar sem titubear. E em termo de tecnologia, é completamente possível fazer uma máquina assim com o preço praticado hoje, assim como os modelos de 11 e 13 polegadas são possíveis tanto em tamanho quanto em preço.

Para mim, isso é o MacBook do futuro para consumidores que precisam de uma tela maior. E claramente é nesse nicho de mercado que a Apple está no momento: no campo do consumidor — e é por isso que há tanta ênfase no iOS e no futuro Mac OS X Lion, com cara de iPad no desktop.

E eu não tenho dúvidas que essa máquina chegará ao mercado em breve. Vale a pena esperar.