Lançado oficialmente em outubro do ano passado, o Windows 11 ainda luta para se tornar popular entre os usuários de PCs. Pelo menos, é o que afirma um relatório da empresa ADDuplex.

Segundo a pesquisa, o novo sistema operacional da Microsoft apresentou um crescimento lento no número de adesões em abril — de menos de 0,4% ao mês. Além disso, o Windows 11 está presente em apenas 19,7% dos cerca de 60 mil PCs pesquisados pela empresa. Para comparação, 35% da base total de dispositivos usam o Windows 10 na versão 21H2 e 26% da versão 21H1.

Outro dado não muito animador é que existem mais PCs com o Windows XP — lançado em 2001 — do que com o Windows 11. Segundo outro estudo — desta vez, feito pela Lansweeper –, a amostra de computadores pesquisados mostrou que o sistema de 2001 está presente em 1,71% dos computadores, contra os 1,44% do de 2021.

Por que o Windows 11 não vai bem?

Segundo apontou o site Tech Radar, o principal problema é que o novo sistema da Microsoft exige um processador mais parrudo. Isso significa que os usuários precisam atualizar o PC para pelo menos um processador Intel de oitava geração ou um AMD Zen+ e/ou Zen 2. Vale lembrar que ainda estamos sentindo os efeitos da crise global de chips de computador, que começou durante a pandemia e que acaba encarecendo os processadores.

O site também aponta que o Windows 11 conta com alguns problemas de interface. Como exemplo, ele cita o menu Iniciar, que parece “uma mistura estranha do Windows 10 e uma interface de toque”.

O compartilhamento de dados pessoais com a Microsoft também vem acendendo o alerta da falta de privacidade no novo sistema operacional, ressaltando que não existe uma maneira de desativá-lo. Esse “livre acesso” também faz com que o usuário receba notificações constantes para experimentar o Microsoft Edge, caso ele opte por usar um navegador rival.