A prática de demonstrar vínculo a partir de objetos não é algo exclusivo da modernidade. Na verdade, um estudo publicado no Journal of Archaeological Method and Theory sugere que caçadores-coletores da Idade da Pedra usavam fragmentos de anéis de ardósia (tipo de rocha metamórfica) para firmar laços. 

O estudo é assinado por pesquisadores da Universidade de Helsinque e da Universidade de Turku, ambas finlandesas. Por muito tempo, cientistas pensaram que estas peças costumavam ser encontradas aos pedaços devido à ação do tempo. Agora, os pesquisadores sugerem que os anéis de 5 mil anos eram partidos deliberadamente, sendo depois transformados em pingentes. 

Uma análise de aproximadamente 50 anéis revelou que as peças haviam sido importadas da região do Lago Onega, na Rússia, apesar de descobertas na Finlândia. Os anéis de ardósia parecem ter viajado a Europa por meio de uma ampla rota comercial da época.

Além disso, metades que se completavam foram encontradas em locais diferentes, indicando que não pertenciam a uma mesma pessoa. Os pesquisadores também notaram que alguns fragmentos eram mais trabalhados do que o outros, sugerindo que o dono de cada uma das pulseiras da amizade a estilizou de acordo com seus gostos.

A peça também pode ter sido utilizada para manter uma conexão entre os vivos e os mortos. A sugestão veio após os pesquisadores identificarem semicírculos que se completavam em um assentamento e em um cemitério próximo.