Arqueólogos encontraram 10 mil artefatos do Período Mesolítico próximos ao rio Velet’ma, na Rússia, datados de 10 a 2 mil anos. A descoberta inclui ferramentas de pedra e cerâmicas, deixadas por comunidades de caçadores-coletores.

As escavações ocorreram antes da construção da rodovia Moscou-Kazan, perto da vila de Maloe Okulovo, a cerca de 300 quilômetros da capital do país. Elas foram feitas pelos especialistas do Instituto de Arqueologia da Academia Russa de Ciências.

Eles estudaram cinco locais: Maloye Okulovo – 10, Maloye Okulovo -11, Maloye Okulovo -19, Maloye Okulovo – 20 e Malookulovskaya – 3.

Ao todo, foi explorada uma área de 10 mil metros quadrados, que demonstra características do período de transição entre o Paleolítico Superior e o Neolítico (de 13 mil a 3 mil a.C.). Os sítios arqueológicos dão indícios mais específicos da antiga cultura Butovo, difundida nas margens do Rio Volga e do interflúvio com o Rio Oka.

No local Malookulovskaya-3, uma possível residência foi descoberta. Já no sítio Maloye Okulovo-11 havia várias facas, pontas de flechas, brocas, raspadores e machados, além de ossos de grandes animais enterrados no solo. Lá também foram achados vasos da Idade do Bronze e cerâmicas da Idade Média, mostrando que o espaço pode ter sido ocupado em períodos posteriores.

Por sua vez, as análises do Maloye Okulovo -19 sugeriram possíveis locais sazonais, indicando uma vida de caça e pesca pelo acúmulo de artefatos de sílex e um grande número de ossos de animais e peixes.

Os pesquisadores analisaram os artefatos encontrados em todos os terrenos com o uso de planigrafia, um tipo de tomografia, em que imagens 3D da estrutura interna de um objeto são criadas por meio de ondas de energia. Isso também ajudou a identificar zonas nas quais havia lâminas, lascas, escamas e outros itens usados pela cultura Butovo.

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“Os materiais obtidos durante as escavações permitirão, num futuro próximo, estudar em detalhes as características do planeamento de antigos povoamentos, evidenciar os conjuntos de objetos associados aos vários tipos de atividades econômicas cotidianas dos seus habitantes, bem como reconstruir o seu imediato ambiente natural”, escrevem os arqueólogos, em comunicado.

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