Uma vacina experimental inédita, projetada para proteger contra a doença de Alzheimer, passou pelo estágio de segurança nos testes em humanos, relataram os cientistas em um novo estudo. Além disso, o candidato a medicamento AADvac1, produziu uma resposta contra certos marcadores da doença.

O ensaio clínico de fase 2 envolveu 193 pacientes com Alzheimer leve, dos quais 117 receberam o AADvac1 e o restante agiu como um grupo de controle, recebendo um placebo. No estudo duplo-cego, randomizado, conduzido ao longo de 24 meses, aqueles que receberam AADvac1 tomaram a vacina em 11 doses e mostraram altos níveis de respostas de anticorpos imunoglobulina G (IgG). Os pesquisadores esperam que isso pode tornar o imunizante eficaz contra agregações de proteína tau prejudiciais no cérebro, que são consideradas uma das principais características da doença. O medicamento também não apresentou reações adversas clinicamente significativas.

“Até onde sei, esta é a primeira vez que uma imunoterapia com alvo na tau mostrou evidências claras de impacto no processo neurodegenerativo e uma forte indicação de efeito clínico em pacientes com perfil confirmado de biomarcador da doença de Alzheimer”, disse Petr Novak, autor do estudo, ao MedPage Today.

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Porém, ainda que esse seja um avanço significativo, a terapia experimental ainda não demonstrou sinais de que funciona para neutralizar o declínio cognitivo em todos os pacientes com Alzheimer. A próxima fase dos testes será a IIb, realizada pela empresa de biotecnologia Axon Neuroscience. Ela envolverá pacientes com biomarcadores tau e amiloide e está planejada para ocorrer entre o final deste ano e o início de 2022.

[Science Alert]