faz um tempo que circulam rumores que a Samsung vai lançar um smartphone com tela dobrável. Se isso se confirmar, ele não vai ser o primeiro. A Royole, uma empresa norte-americana de eletrônicos, largou na frente e apresentou o primeiro híbrido de tablet e smartphone com tela flexível, o FlexPai.

O aparelho tem um display de 7,8 polegadas, com proporção 4:3 e resolução de 1920 x 1440 pixels. A grande novidade é que ele pode ser dobrado ao meio, como uma revista ou um jornal, formando um smartphone — meio desajeitado, com uma espessura bem incomum, mas, ainda assim, um smartphone — com três telas: uma principal, uma secundária e uma tela na borda que se forma com a dobra, para mostrar notificações.

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De acordo com a Royole, a tela pode ser dobrada 200 mil vezes. Ninguém disse o que acontece depois desse número, e, convenhamos, é realmente difícil atingí-lo — você precisaria dobrar mais de 500 vezes por dia para chegar ao limite em um ano e, bem, você deve ter mais o que fazer da vida do que ficar mexendo no tablet.

Flexibilidade à parte, o Royole FlexPai até que tem especificações interessantes: processador Snapdragon octa-core da série 8 (o modelo não foi revelado) com 2,8 GHz de clock, 6 GB ou 8 GB de RAM, 128 GB ou 256 GB de armazenamento, câmeras de 16 e 20 megapixels e bateria de 3.800 mAh.

Na prática, porém, parece que ele não funciona tão bem. O Verge foi até o evento de apresentação do híbrido em San Francisco e disse que ele tem alguns problemas de desempenho: “O software parecia extremamente lento, os aplicativos ficavam abrindo acidentalmente todo o tempo, e a orientação da tela não parava de mudar aleatoriamente enquanto um dos representantes de Royole demonstrava o processo de dobramento”. Isso pode ser culpa do Water OS, versão customizada pela Royole do Android 9, que parece não dar conta do recado.

Seja como for, é a primeira vez que vemos um aparelho de tela dobrável que não seja em vídeo ou apenas um protótipo. A versão para consumidores será vendida na China por 9.000 yuans. Nos EUA, será vendida uma versão para desenvolvedores pelo mesmo preço — convertendo, dá US$ 1.300, ou R$ 4.858, considerando o câmbio do dia. É bastante dinheiro para um aparelho que não parece funcionar tão bem, mas, entenda, esse é o preço exigido para ser o primeiro.

[The Verge]

Imagens: Royole