Todos sabemos quais são as quatro forças fundamentais da natureza: gravidade, electromagnetismo, e as forças fortes e fracas entre átomos. Mas poderia existir uma quinta força esperando ser descoberta? Um novo experimento realizado na Hungria sugere que esse pode ser o caso.

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De acordo com o Nature News, uma equipe de físicos liderados por Attila Krasznahorkay a Acadêmica de Ciências da Hungria publicou um artigo no fim do ano passado na Physical Review Letters afirmando que um decaimento radioativo anormal é indicativo de uma força fundamental desconhecida.

Apesar da alegação forte, o artigo deles ficou na obscuridade até o físico Jonathan Feng e seus colegas da Universidade da Califórnia decidirem observar com mais atenção – e eles não encontraram nada de errado no experimento e conclusão dos húngaros.

O mundo da física está em polvorosa com a possibilidade de uma força fundamental desconhecida. Especulações sobre essa tal quinta força existem há anos, parcialmente por causa da incapacidade do modelo padrão de físicas de partículas de explicar a matéria escura – uma forma hipotética de matéria que consiste em uma enorme porção da massa e da energia no universo observável.

Teorias sobre gravidade modificada já foram levantadas, assim como ideias sobre partículas exóticas transportadoras de força chamadas “fótons escuros.” E eram esses fótons escuros o que os cientistas procuravam quando chegaram a algo completamente diferente.

Durante o experimento, os pesquisadores dispararam fótons em uma pequena tira de lítio. Conforme ele absorvia os prótons, ele se transformou em uma versão instável do berílio, e continuou decaindo, cuspindo pares de elétrons e pósitrons. Quando os prótons esmagaram o lítio em um ângulo preciso de 140 graus, mais elétrons e pósitrons eram cuspidos do que o esperado.

Krasznahorkay e seus colegas teorizam que essa coisa extra está vindo de uma nova partícula 34 vezes mais pesada do que o elétron – um possível indício de que há uma força desconhecida esperando ser descoberta.

Como o artigo do Nature News destaca, há uma mistura interessante de ceticismo e empolgação com os resultados do experimento. Físicos agora estão pensando em formas diferentes de analisar essa descoberta intrigante. Pesquisadores do Thomas Jefferson National Accelerator Facility, nos EUA, e outros grupos de cientistas europeus e dos EUA estão trabalhando no problema, e esperam confirmar ou invalidar o experimento húngaro em até um ano.

[Nature News]

Imagem: Maureen Teyssier, Rutgers University; Andrew Pontzen, University College London.