Cientista do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne e da Universidade Monash, Austrália, desenvolveram o detector de raios-X mais fino do mundo. O aparelho foi construído a partir de nanofolhas de monossulfeto de estanho (SnS), e pode ser um avanço na ciência abrindo caminho para estudos sobre mudanças celulares do nosso corpo em tempo real. Os resultados foram publicados na Advanced Functional Materials.

Para entender o que isso representa, pense que uma folha de papel comum possui cerca de 100 mil nanômetros de grossura, ou que nossas unhas crescem aproximadamente 1 nanômetro a cada segundo. O novo artefato tem menos de 10 nanômetros, batendo o recorde do detector mais fino, que era entre 20 e 50 nanômetros.

Também, é importante saber que há dois tipos principais de detectores de raio-x: os que são usados em hospitais para examinar ossos, por exemplo, chamado de raios-x duros e os que são direcionados aos raios-x “moles”, com menos energia mais facilmente absorvidos pelo ar – utilizado na biologia celular.

Jacek Jasieniak, professor do Departamento de Ciência e Engenharia de Materiais da Monash e autor sênior do artigo, acredita que um dia será possível ver as coisas ‘em tempo real’.

Ele disse em comunicado que o tempo de detecção dita a resolução do tempo. E dada a alta sensibilidade e alta resolução de tempo do aparelho, você poderia ver as coisas instantaneamente – como os processos celulares, por exemplo.

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Segundo o pesquisador, isso serviria para ver as células conforme elas interagem. Não consistiria só na produção de uma imagem estática, seria como ver proteínas e células evoluindo e movendo-se por meio de raios-X – algo que ampliaria o conhecimento da biologia celular e, consequentemente, da medicina.