O relógio do apocalipse, também conhecido como relógio do fim do mundo, foi criado em 1947 pelo Boletim dos Cientistas Atômicos da Universidade de Chicago, nos EUA. Naquela época, havia um crescente perigo nuclear devido ao aumento das tensões entre Estados Unidos e União Soviética. 

Mas nem mesmo a iminência de uma bomba atômica chegou perto do que vivemos hoje. Naquela época, os cientistas definiram que estávamos a 7 minutos do fim do mundo. Desde então, a equipe atualizou os ponteiros anualmente.

Durante um evento virtual na última quinta-feira (20), o novo horário foi revelado: de acordo com os pesquisadores, estamos a 100 segundos do apocalipse. 

No início, o foco do relógio era monitorar, principalmente, os riscos apresentados pela proliferação nuclear. Hoje, os temas se expandiram, e são consideradas também as mudanças climáticas, a desinformação e, desde 2020, a pandemia de Covid-19. 

Esse é o terceiro ano consecutivo em que permanecemos a 100 segundos do fim do mundo. A estagnação não deve ser vista como algo positivo: na verdade, indica que os líderes globais e o público não estão se movendo na velocidade necessária para evitar desastres.

O ano de 2022 marca o 75º aniversário do relógio do apocalipse. Em toda a sua história, nunca estivemos tão próximos da meia noite. A maior distância que estivemos do fim do mundo foi em 1991, quando EUA e UE assinaram o Tratado de Redução de Armamentos Estratégicos. Na época, faltava ainda 17 minutos para o apocalipse.